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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

11-11-11


Semana passada tivemos um dia incomum, muitos chamaram de dia cármico outros disseram que era apenas coincidência e alguns afirmaram que seria o fim do mundo, estou falando do dia 11 de Novembro de 2011 mais popularmente conhecido como 11/11/11.

Essa data, por ter a repetição do numeral 11 três vezes ficou cercada de várias lendas e misticismos: De acordo com a numerologia a soma dos números daria o número 6 sendo então um dia de muita energia, porém quando contado como 2011 a soma seria 8 o que significaria um dia propício para investimentos e ganho de dinheiro. Já de acordo com o misticismo foi dito que às 11h e 11m do dia 11/11/11 se abriria um portal no céu por 49 minutos que liberaria uma energia positiva tão grande que seria sentida por todos. Na verdade foi um dia comum com uma coincidência de números iguais, em que mais uma vez o mundo não acabou!

 
Assim como ocorre com o filme 2012, mais uma vez os americanos se aproveitaram de uma “lenda urbana”, para a criação de um filme, logo na sexta-feira passada, dia 11 de Novembro, estreou nos cinemas mundiais o filme “11-11-11” que aborda esse tema com a premissa também divulgada de que às 11h11m se abriria um portal em que algo desceria do céu para a terra.

O filme de terror, dirigido por  Darren Lynn Bousman conta a história de Joseph Crone (Timothy Gibbs) um famoso escritor que perdeu sua fé, principalmente após a morte trágica de sua mulher e filho. Joseph viaja para a Espanha após receber um telefone de seu irmão, Samuel (Michael Landes)  de que seu pai (Denis Rafter) está morrendo. No entanto, o destino tem um plano diferente para Joseph, pois sua vida torna-se atormentada por acontecimentos inexplicáveis e com aparições constantes dos números 11-11. A curiosidade se transforma em obsessão, e Joseph percebe que este número tem um significado obscuro –não só para si mesmo, mas para toda a humanidade. Isolado em um país estrangeiro, somente com o apoio de sua amiga Sadie (Wendy Glenn), Joseph descobre que 11/11/11 não é somente uma data, é um AVISO!

 


Embora esteja lendo muita crítica negativa e tenha lido várias opiniões de pessoas que não gostaram, eu gostei. É um filme diferente o terror fica por conta das cenas escuras e dos sustos que ocorrem com os “Caminhantes do Meio” que aparecem do nada atrás dos personagens, o suspense fica por conta da história que embora não muito dinâmica, tem sempre algo para ver e tentar decifrar. Aliás é o tipo de filme que você tem que prestar muita atenção do começo ao fim, se distrair um minuto se perde na história e não entende o enredo e menos ainda o final. A maioria das pessoas que não gostaram do filme não entenderam alguma coisa.

 
Por falar em final, não é daqueles simples que apenas fecham o enredo e o que ocorreu durante os 90 minutos anteriores, o final é praticamente a essência do filme ele explica o que aconteceu, por que aconteceu e o que deveria ter acontecido, por isso é de suma importância que se esteja bem atento no final, um piscar de olhos e quando acenderem as luzes você estará indignado com o filme.

 
 Eu recomendo o filme, mas só para aqueles que tem paciência em acompanhar histórias e que curtem um susto, caso você seja do tipo que prefere filmes lights de fácil entendimento é melhor passar esse, ou esperar sair na locadora para poder ir pausando e pensando durante o filme. 

Se ainda está na dúvida, que tal dar uma conferida no trailer abaixo?


 Receita adicionada por Cozinheira Nata!!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

As Duas Faces da Lei

      Cada pessoa tem seu gosto pessoal para gêneros de filmes. Uns gostam de tudo, outros mais de um do que de outros e ainda tem uma parcela que não gosta de nenhum. Porém, o que até mesmo esses que optam por nenhum dos gêneros oferecidos pela sétima arte podem dizer é que falta talento e capacidade aos insuperáveis Al Pacino e Robert De Niro. Estes dois estão no topo do Olimpo hollywoodiano, sendo no máximo igualados pelos companheiros de profissão.
 
  Se separados já são unanimidades, imaginem quando o diretor Jon Avnet decide reunir pela primeira vez a dupla para contracenar como parceiros durante um filme completo, já que das duas vezes em que estavam compondo o elenco de outras produções anteriores, só contracenaram em uma única sequência (de tirar o fôlego) no filme Fogo Contra Fogo.

       A minha indicação da semana se trata do Drama/Suspense As Duas Faces da Lei (Righteous Kill), lançado em 2008.


        Os condecorados detetives David “Rooster” Fisk (Al Pacino) e Thomas “Turk” Cowan (Robert De Niro) parceiros por 30 anos no conturbado Departamento de Polícia de Nova York são escalados para fazer sua última missão antes da aposentadoria. O caso é desvendar o assassinato de um famoso cafetão da cidade que aparentemente possui ligações com outro caso solucionado pela dupla no passado, ou pelo menos parecia ter sido solucionado até aquele momento.

        Assim como no crime ocorrido anos antes, a vítima era um criminoso que tinham um poema escrito num pedaço de papel que justifica os motivos que levaram o bandido a morte. O que a dupla não esperava é que outros crimes com as mesmas características começam a acontecer, fazendo-os perceber que estão lidando na verdade com um serial-killer que se posiciona como um justiceiro capaz de fazer aquilo que considera necessário para limpar as ruas a partir da “eliminação” de fora-da-lei (como se ele não fosse um também).


        As mortes que se tornam mais freqüentes, demonstram uma grande semelhança nas suas execuções, levando-os a perceber que na verdade o homem responsabilizado pelo crime no passado na verdade foi apenas um bode expiatório, já que o assassino sempre esteve muito mais perto do que era possível se imaginar e o tempo se torna cada vez mais curto para capturá-lo.

         O que acontece durante o filme pode ser comparado a um labirinto aonde para se chegar ao caminho certo muitas vezes precisamos de um raciocínio errado ou será o contrário. Complicado? Se você ainda não assistiu a esse longa metragem, imagine que esta num daqueles jogos de detetive, estimulando suas habilidades de dedução a cada novo indício de “prova” que surge.


        As Duas Faces da Lei conta ainda com a participação de Carla Gugino, Jonh Leguizamo, Melissa Leo, Donnie Walhberg (irmão do ator Mark Walhberg que comprova a falta de talento da família) e 50 Cent, tendo uma duração de aproximadamente 100 minutos e trabalhou com um orçamento de US$ 60 milhões.


        Mesmo não sendo o melhor dos cenários e com uma história que deixa uma sensação de enrolação para aumentar sua duração, a química apresentada por Pacino e De Niro mostra que não existem barreiras capazes de impedir dois monstros do cinema quando assumem suas marcações em cena. Eu, Gourmet, com certeza indico. Fica a dica!!!




Receita adicionada por Gourmet!!!  



segunda-feira, 7 de novembro de 2011

The Walking Dead

              Hoje não vou falar sobre um filme, mas sim sobre meu novo vício, o seriado The Walking Dead que já está em sua segunda temporada e para aqueles que curtem suspense e histórias sobre zumbi é um prato cheio.



              O seriado é centrado na história de Rick Grimes, um oficial de policia da cidade pequena de Cynthiana, no estado de Kentucky, que após uma troca de tiros junto com seu parceiro Shane acaba baleado e entra em coma, quando acorda se depara com a cidade deserta e sua casa abandonada pela família. Rick descobre então que a cidade está dominada por zumbis (pessoas que morreram e voltaram como errantes, mais conhecidos como mortos-vivos) e que se você é mordido por um deles se transforma também.


              Na primeira temporada começa a peregrinação de Rick para chegar a Atlanta, cidade onde foi montada uma base militar para refugiados, e tentar encontrar sua família. Durante o trajeto ele encontra um grupo de sobreviventes e juntos lutam para se manter vivos. Essa temporada tem apenas 6 episódios de 40 minutos cada (exceto o primeiro que tem 1 hora de duração).

             A segunda temporada começou em 18 de outubro e assim como a primeira está excelente, com episódios de tirar o fôlego, muito suspense e o melhor, cada final te deixa com mais expectativa de assistir ao próximo e saber o que irá acontecer com Rick e seu grupo de sobreviventes. Essa temporada teve duas novidades, o aumento no número de episódios que agora ao invés de 6 serão 13 e a inclusão de novos personagens, a família Greene (com a participação de Lauren Cohan no papel de Maggie Greene – para quem não reconheceu o nome ela fez a Bella em Supernatural).


              A série não conta com artistas muito conhecidos, eu pelo menos não reconheci nenhum. No papel principal está o ator Andrew Lincoln, como Rick Grimes; sua esposa Lori Grimes é vivida por Sarah Wayne Callies; seu melhor amigo Shane Walsh é Jon Bernthal; o restante do grupo de sobreviventes são interpretados por Laurie Holden (Andrea), Steven Yeun (Glenn), Jeffrey De Munn (Dale), Norman Reedus (Daryl Dixon), Robert ‘IronE’ Singleton (T-Dog) e Melissa McBride (Carol); as crianças são Chandler Riggs (Carl Grimes) e Madison Lintz (Sophia).

Robert Kirkman

         The Walking Dead é baseada na série de quadrinhos homônima criada por Robert Kirkman que é um dos produtores executivos enquanto o diretor é Frank Darabont que na minha opinião está fazendo um ótimo trabalho. Mas excelente mesmo está o trabalho de Gregory Nicotero que é o maquiador, os zumbis estão tão perfeitos que dá medo e até nojo já que alguns tem víceras para fora ou pedaços faltando.

                 O seriado passa nos Estados Unidos na tv paga sendo a AMC a emissora e tem conseguido altos índices de audiência tendo o primeiro episódio da primeira temporada o maior índice de todas as séries de tv americana e repetiu o feito com a estréia da segunda, é por isso que com apenas 3 episódios exibidos esse ano a emissora já oficializou a renovação para a terceira temporada no ano que vem. Aqui no Brasil a série é transmitida pela FOX.

O antes e depois (maquiagem de zumbi)

             Para os que curtem acompanhar os seriados americanos e principalmente os que curtem suspense ou histórias de zumbi não pode perder essa série que prende e te deixa arrepiado. Essa é a minha indicação de série para esse final de ano.

Receita adicionada por Cozinheira Nata



segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Contágio

      Quando vi nomes como os de Matt Damon, Marion Cotillard, Jude Law e Gwyneth Paltrow dentre outros formando o elenco do produção pensei comigo mesmo: “Vai ser um filmaço.”. A certeza aumentou ainda mais quando descobri que o diretor do filme era nada mais nada menos que Steven Soderbergh, responsável por sucessos como a trilogia de Onze Homens e Um Segredo e vencedor do Oscar 2001 de melhor diretor por Traffic. Mero engano, pelo menos em parte.

      O filme Contágio (Contagion) conta a historia de um vírus mortal que se alastra por todo o mundo e cuja forma de transmissão se dá através do contato direto com um infectado. Inicialmente o vírus se apresenta como uma gripe forte, com febre e dores na cabeça como principais sintomas, porém, rapidamente se alastra pelo corpo destruindo as células e levando o portador a morte em pouco tempo.


     A linha principal do filme começa mostrando a executiva Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) que após uma viagem de negócios a Hong Kong, retorna a sua cidade Minneapolis com uma breve parada de 5 horas em Chicago e ao se reencontrar com seu filho, fruto de um relacionamento anterior e o marido Mitch Emhoff (Matt Damon) começa a se queixar de sintomas de jet lag, uma fadiga de viagem motivada pelas alterações de fusos horários, até ter uma convulsão e ser levada para o hospital.

     Em paralelo, o blogueiro Alan Krumwiede (Jude Law) tenta convencer uma jornalista a dar a notícia de um vírus que vem sendo mantido em segredo pelas autoridades, mostrando um vídeo que caiu na internet onde um homem começa a ter convulsões dentro de um ônibus em Tóquio. Ao receber uma negativa, diz que a mídia impressa está falida e mostra que não vai parar enquanto não fizer com que a população descubra toda a verdade. E é realmente isso que ele vai fazer.

     Com casos se espalhando rapidamente pelas cidades de Minneapolis, Chicago, Londres, Paris, Tóquio e Hong Kong, a OMS em conjunto com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos começam a trabalhar para tentar decifrar o código biológico na intenção de criar uma possível cura. Cabendo ao Vice-Diretor Cheever (Laurence Fishburne) a responsabilidade de administrar a potencial situação de pânico na população. Para se interar do que esta acontecendo, Cheever envia uma jovem médica, a Dra. Erin Mears (Kate Winslet) para “campo” enquanto a representante da OMS, Dra. Leonora Orantes (Marion Cotillard) esta em Hong Kong, levantando informações através de uma rede de conexões que podem levar a descoberta da fonte do vírus que esta destruindo o mundo numa velocidade cada vez maior. Será que o vírus vai destruir todo o mundo? Será que a cura será encontrada? Essas respostas só serão dadas ao final do filme. É ver para crer.


     Não posso dizer que me decepcionei totalmente com o filme, mas realmente esperava mais ao analisar os talentos individuais do atores que compõe o elenco e o histórico do diretor do filme. Digamos que a produção segue uma velocidade de raciocínio que se iguala a um documentário, ou seja, nada de sequências ação. Em contrapartida, nos leva a raciocinar sobre como seria a vida da população mundial no caso de um vírus que se alastra em proporções maiores que os da gripe espanhola, mostrando que o preço da globalização não esta apenas na velocidade de compartilhamento de informações, mas também de doenças.

     É um filme complexo e lento, cujo talento dos atores não foi bem utilizado pelo diretor Steven Soderbergh, e tirando a atuação de Gwyneth Paltrow e Kate Winslet que se destacam dentre os demais, acredito que os custos das contratações não se revelaram úteis no desenvolvimento de uma produção com orçamento superior a US$ 60 milhões.

     Na minha opinião, é o tipo de filme que vale mais a pena esperar sair em DVD e assistir no aconchego do seu lar, pausando quando vezes forem necessárias para ir ao banheiro ou encher o copo de refrigerante do que assistir no cinema. Fica a dica!!!


Receita adicionada por Gourmet!!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Atividade Paranormal 3


Em Maio desse ano contei para vocês a minha opinião sobre o filme Atividade Paranormal 1, 2 e a versão produzida em Tóquio, hoje volto a escrever sobre o tema para comentar o que achei da nova seqüência da série: Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3).
             
           O filme dirigido pela dupla Henry Joost e Ariel Schulman estreou na sexta-feira, 21 de Outubro, aproveitando que esse é considerado o mês do terror principalmente nos Estados Unidos que super valorizam o dia 31 de Outubro, o famoso Halloween. O filme em sua estréia arrecadou mais que a abertura dos dois anteriores e rendeu mais que qualquer outra estréia em Outubro, se tornando a melhor abertura para um filme do gênero terror na história.

            A fórmula do filme é a mesma, filmado com uma câmera de mão, em ambientes na maior parte do tempo escuros, passando a idéia de um vídeo caseiro, surpreendendo o espectador com pequenos sustos como uma luz acendendo sozinha ou grandes como a pessoa sendo empurrada pelo vento, porém dessa vez para atrair mais o público os roteiristas Michael R Perry e Oren Peli apostaram em cenas mais engraçadas entre as de suspense e acertaram, em um momento você está rindo e descontraído para no minuto estar gritando com um susto bem dado, o resultado foi o mais angustiante e assustador dos 3 filmes.



            Assim como o Segundo filme explicou o que aconteceu para Katie começar a sofrer com as atividades paranormais o terceiro também carrega explicações, dessa vez a de como tudo começou. O filme se passa nos anos 80, quando as irmãs Katie e Kristi ainda eram crianças. Lembra que durante os filmes 1 e 2 elas sempre faziam menção a alguma coisa que aconteceu em sua infância, então, agora descobrimos o que foi.Quando durante um terremoto a câmera do padrasto das meninas filma um vulto estranho em seu quarto, Dennis decide instalar câmeras pela casa para tentar descobrir o que está acontecendo em sua casa e acaba filmando inúmeros fenômenos paranormais e descobrindo um segredo na família Featherstone.


            Além dos efeitos paranormais comuns o filme também se utilizou da lenda urbana “Bloody Mary” para colocar medo. Para os que não sabe dizem que se você se trancar em um ambiente e em frente ao espelho, no escuro, pronunciar 3 vezes o nome Bloody Mary, a suposta Mary ensangüentada aparece e te mata, nunca experimentei essa “brincadeira” e depois de assisti-la no cinema, minha vontade de fazer é zero, afinal, vai que...

            Se você não curte momentos tensos e susto, não assista, o gênero é suspense e é suspense mesmo, principalmente depois que Dennis resolve instalar uma câmera giratória (presa em um ventilador sem hélices, afinal se passa em 1988!) para filmar juntas a sala e a cozinha, mas que possuem uma maldita pilastra dividindo a gravação dos cômodos. Eles nem precisavam ter postos fenômenos ali, a simples gravação vai e vem já é o suficiente para você ficar nervoso e fechando seus olhos com toda a força.


            O filme é muito bom, com sustos nos momentos certos e com a explicação necessária para entender toda a história da família. Se você que ainda não viu nenhum quiser assistir na ordem temporal certa, ou seja, 3 – 2 – 1 eu não aconselho, pois mostra passagens de cenas dos outros filmes, o ideal mesmo é você começar assistindo da forma em que foi lançado. Mas se já assistiu os outros dois, pode fazer que nem eu e correr atrás de assistir os outros dois na seqüência em que ocorrem os fatos, só para ficar mais visível o que realmente ocorreu com os personagens.
           
Tudo indica que em breve teremos um Atividade Paranormal 4, embora os diretores não confirmem nem neguem nada, mas o final do 2 deixou no ar a pergunta “E agora?”, logo caso venham a gravar uma quarta seqüência a probabilidade de ser no presente e a finalização dos fatos é muito grande. Vamos esperar e torcer.


Quem curte o gênero terror/suspense não pode de jeito nenhum perder essa seqüência de filmes. Eu indico. E para já te deixar no clima, abaixo coloco o trailer oficial do filme, mas já aviso, não faço idéia do porque o trailer oficial tem cenas que não estão no filme, inclusive a do Bloody Mary que é totalmente diferente!




quinta-feira, 7 de julho de 2011

A Ilha do medo



Embora eu ache que Leonardo DiCaprio tenha tido uma excelente atuação no filme “Gilbert Grape – Aprendiz de sonhador”, de 1993, em que interpretou o autista Arnie Grape, eu acabei criando uma certa aversão ao ator depois que o assisti em “Titanic”; a quantidade de “Rose” que o ator pronuncia durante o filme me irritou profundamente. É por isso que sempre que um filme é estrelado por ele eu tenho um certo pé atrás e até demoro um pouco para me convencer a assistir.

 
Mas tenho que admitir que DiCaprio melhorou muito, e dá um show de interpretação no filme “A Ilha do medo” (Shutter Island), sendo por mim considerada a melhor atuação da carreira dele. Leo interpreta Teddy Daniels, um oficial da polícia, que junto de seu companheiro Chuck Aule (Mark Ruffalo), é chamado para investigar um suposto desaparecimento de uma paciente do hospício Shutter Island Ashecliffe Hospital, localizado em uma ilha em Boston. O suspense do filme, e o que mais intriga Teddy, é como a paciente poderia ter fugido de uma ilha fortemente protegida, o que o faz buscar mais fundo pelas respostas, mesmo com os médicos resistindo em lhe fornecer os documentos que possam permitir a abertura do caso. É nessa busca incansável que Teddy acaba descobrindo os segredos da ilha e o real motivo pelo qual foi chamado. Para completar um furacão deixa a ilha sem comunicação, diversos prisioneiros conseguem escapar e tornam a situação ainda mais perigosa.


 
O filme foi dirigido pelo talentoso Martin Scorsese e é baseado no livro “Paciente 67” do autor Dennis Lehanne (2003). Estreou em 2010, mas a história se passa em 1954, tendo nos figurinos a melhor caracterização da época. O trailer de lançamento, foi espertamente editado de forma a parecer um filme de terror, o que ocasionou um sucesso de bilheteria, principalmente entre o publico jovem, porém cenas de medo e susto não serão encontrados e o suspense algumas vezes fica por conta da trilha sonora, antiquada e um tanto retumbante. Também não posso deixar de citar os atores Max Von Sydon (Dr. Jeremiah Naehring) e Ben Kingsley (Dr. John Crawley) que com ótimas atuações fazem os dois médicos vilões do filme.

 
A dramaticidade e escuridão das cenas são as maiores responsáveis pelo suspense do filme, fazendo você ficar sem piscar diante da tela com medo de perder algum detalhe. Outro fator que ajuda muito é a natureza. A força do mar, do vento e da chuva tem o papel principal e dão o toque essencial para a temerosidade dos fatos. A história é intrigante e te prende até o fim, o que é bom, já que é um filme de pouca ação em que você tem que prestar atenção aos diálogos e cenas para não se perder.

 Esse foi considerado o filme mais ousado de Scorsese, e acredito que seja mesmo. O diretor abusa nos efeitos de câmera, da natureza e sonoplastia, inclusive lembrando muito o estilo de Alfred Hitchcock.  Durante o filme a história vai mudando, quando você pensa que entendeu tudo, na verdade não era nada daquilo, isso acontece principalmente com a ajuda de Scorsese que coloca pistas falsas, com o intuito de enganar o espectador, conseguindo assim o desfecho inusitado para a história.

 
Eu super indico A Ilha do medo, principalmente para aqueles que não gostam de sentir medo ou tomar susto no cinema. É um suspense inteligente com uma história interessante, com um ótimo elenco, belas fotografias e ... SUSPENSE! Dá uma olhada no trailer abaixo para aumentar a vontade de assistir.


Receita adicionada por Cozinheira Nata

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Os Homens Que não amavam as mulheres, a adaptação mais fiel



Vamos sair um pouco do clichê “filme hollywoodiano” e falar de um excelente suspense chamado “Os homens que não amavam as mulheres” (Män som hatar kvinnor), baseado e muito fiel ao livro homônimo da trilogia Millenium do sueco Stieg Larssons.
            O filme é sueco, com artistas (famosos... lá na Suécia!) não conhecidos por nós e do diretor Niels Arden Oplev. Já rodou o mundo, fazendo grande sucesso, porém no Brasil pulou os cinemas indo direto para as prateleiras das locadoras desde o ano passado.
            Quem leu o livro não vai se decepcionar já que Niels foi muito fiel em sua adaptação, cortando pouquíssimas coisas por questão de tempo de filme, mas sem atrapalhar a história, permitindo a quem nunca leu o livro entender perfeitamente e se surpreender com o desfecho imprevisível.
            A história é basicamente sobre um rico senhor chamado Henrik Vanger (Sven-Bertil Taube) que depois de 36 anos resolve ter mais uma última tentativa de desvendar o desaparecimento de sua sobrinha Harriet Vanger, para isso contrata o famoso jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist) que conta com a ajuda da “estranha” hacker Lisbeth Salander (Noomi Rapace). Conforme vai investigando, Mikael e Lisbeth descobrem os segredos mais obscuros de uma família tão complexa, chegando até a arriscarem a própria vida.
            O filme é forte, com cenas de estupro, maus tratos, morte, crime e tortura; mas o suspense é tão grande que você nem sente os 153 minutos, querendo logo descobrir o que ocorreu e porque. Para falar a verdade é tão bem dirigido e escrito que você só percebe que não é mais um enlatado Americano pelo idioma dos personagens, fora isso, não deixa nada a desejar, tanto que Hollywood já está de olho e criando a sua adaptação. A produção será da Sony Pictures, o diretor David Fincher (Seven, Clube da Luta e A Rede Social), o roteirista Steve Zaillian (Missão Impossível, Hannibal e Gangues de Nova York) e a produção de Scott Rudin (Onde os fracos não tem vez) ao lado dos suecos Olé Sondberg e Søren Stærmose.
            Quem leu o livro, não vai deixar de perceber que o filme não fala sobre o romance de Érika e Mikael (ela, casada, tendo Mikael como amante com o consentimento de seu marido), o caso de Mikael e Cecília, a ajuda que a filha de Mikael dá pra desvendar o crime. Mas são apenas detalhes que embora o leitor sinta falta, não atrapalham em nada a história.
            Como eu já disse anteriormente o livro é de uma trilogia chamada Millenium em que esse é o primeiro; o segundo chama-se “A menina que brincava com fogo” e o terceiro “A rainha do Castelo de ar”. Os dois filmes também já foram produzidos na Suécia e podem ser baixados na Internet. Os três livros são excelentes, de fácil leitura e assim como os filmes, te prendem do inicio ao fim, portanto não se assuste com o número de páginas (pra lá de 600 cada), você nem vai sentir que leu tudo isso!!!
            Uma curiosidade é que Stieg Larsson morreu logo após terminar o terceiro livro, de enfarte, embora ele tivesse mania de perseguição já que era um escritor polêmico que atacava muito a política e corrupção nos seus livros. Infelizmente ele não pode ver o sucesso que sua trilogia fez.
 
           Assista abaixo aos trailers dos 3 filmes Millenium:



Receita adicionada por Cozinhera Nata

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Turista - Jolie e Depp salvam a produção



As gravações foram feitas nas cidades de Paris-FRA e Veneza-ITA. O casal principal formado pelos atores Johnny Depp e Angelina Jolie, ícones atuais de carisma, beleza, sensualidade e por conseqüência sucesso da 7ª arte. O diretor e roteirista do filme é o alemão Florian Henckel von Donnersmarck, vencedor do Oscar 2007 de Melhor Filme Estrangeiro e tido por alguns críticos como de grande potencial. Somem tudo isso ao nome “O Turista (The Tourist)" e com certeza chegamos aos ingredientes perfeitos para um filme cujo foco é uma relação amorosa, ou seja, um belo filme de romance. Não é mesmo? Pois bem, na integra não é.
Elise (Angelina Jolie) é uma estonteante mulher inglesa que carrega consigo um grande segredo merecedor de uma investigação milionária por parte da Scotland Yard, porém, mesmo milionária nunca quis dizer organizada, e o que vemos é uma busca totalmente perdida ao tesouro. O tesouro nada mais é que um grande fraudador de impostos com o qual Elise possui uma relação amorosa que a põe capaz de enfrentar policiais e bandidos para se ver novamente nos braços de seu amado. Mas como encontrá-lo sem colocar a vida dele em risco?
Simplesmente escolhendo qualquer pessoa com o mesmo biótipo, já que não sabem como é seu rosto. Eis que durante uma viagem de trem para Veneza, Elise encontra o candidato perfeito. Seu nome é Frank (Johnny Depp), um norte-americano professor de matemática que viaja solitário em busca de paz após perder a mulher que amava.
O problema é que uma forte paixão acaba tomando conta dos dois, sendo a deixa para o início de uma série de perseguições (se não fossem de barco, algumas lembrariam e muito as vistas em “Salt”), fugas pelo telhado (com direito a corridinhas dignas de Jack Sparrow) e algumas revelações que mostram o ambiente hostil em que nasce essa “nova” paixão, sendo capaz deixar qualquer espião louco. E por falar em espião, o ex-007 Timothy Dalton faz uma participação no filme encarnando o chefe de policia Jones.
É um ótimo filme que na minha humilde opinião só não foi melhor e capaz até de disputar uma indicação para o Oscar 2011 (tendo em vista que hoje em dia, muitas indicações são no mínimo gigamega questionáveis) devido à imperícia do jovem diretor, não foi capaz de utilizar toda capacidade de seus atores principais, deixando-os aparentemente perdidos numa historia um tanto confusa por algumas vezes. Porém, estamos falando de Angelina Jolie e Johnny Depp que conseguem superar tal adversidade, dando um toque irreverente e por vezes cômico ao que podemos classificar de um remake do filme “Anthony Zimmer: A Caçada” um filme francês de 2005 que não obteve tanto sucesso quanto provavelmente sua cópia americana terá graças a seus protagonistas.
A narrativa desse filme nos leva a uma das maiores incógnitas do mundo cinematográfico, já que muitas vezes temos um diretor que não consegue utilizar o potencial máximo de seus atores ou atores que acabam perdidos pela falta de habilidade de seu diretor. Como em ambos os casos, normalmente os reflexos negativos acabam aparecendo na bilheteria, a eterna busca pela química perfeita continua.

Receita adicionada por Gourmet.