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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

X-Men: Primeira Classe

          E ai galera, tudo bom? Depois de um breve período de recesso, estamos de volta com nossas indicações para vocês.
          
          Sendo assim, vou direto ao ponto dizendo que minha indicação da semana retrata o “início” de uma das maiores sagas de HQ’s em todos os tempos. Estou me referindo a X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class), um filme dirigido por Matthew Vaughn que conta como a primeira equipe do maior grupo de super heróis mutantes foi formada, e quais foram os motivos que levaram um de seus idealizadores se torna o maior dentre os seus futuros inimigos. 


          A produção começa em 1944 num campo de concentração na Polônia contando a história de Erik Lensherr (Bill Milner), um jovem que acaba preso pelos nazistas junto com sua mãe e que ao ser separado dela apresenta seus poderes mutantes pela primeira vez, retorcendo um grande portão de ferro, sob os olhares atentos do oficial nazista Dr. Schmidt (Kevin Bacon) que a primeira vista em minha opinião numa alusão a realidade dos fatos ocorridos durante a segunda guerra mundial, seria uma versão do famoso Josef Mengele, “O Anjo da Morte”.

          Algum tempo após presenciar a cena, Dr. Schmidt manda que levem Erik a seu encontro, forçando a demonstrar seus poderes movimentando uma moeda sob a pena de ter sua mãe assassinada caso não conseguisse. Nervoso, Erik não é capaz de movimentar a moeda e Schmidt a mata com um tiro, desencadeando um acesso de ódio tão grande em Erik que o mesmo mata dois soldados esmagando seus capacetes e destrói por completo uma sala de tortura anexa a que ele se encontrava.

          Em paralelo, numa mansão da cidade de Westchester em Nova York, o pequeno Charles Xavier (Lawrence Belcher) acorda no meio da noite com barulhos vindos do andar inferior da casa. Ao chegar na cozinha, Charles se depara com sua mãe parada em frente a geladeira que diz que estava apenas preparando um lanche e pergunta se o jovem não gostaria de um xícara de chocolate quente. Porém, o ávido rapaz desmascara a farsante, conhecendo nesse momento a pequena metamorfa Raven Darkholme (Morgan Lily) de quem se torna amigo e protetor desde então.

          Numa passagem de tempo de quase 20 anos, a espiã da CIA Moira McTaggert (Rose Byrne) consegue se infiltrar no Clube do Inferno ao seguir o Coronel Hendry (Glenn Morshower) e o encontra “reunido” com Dr. Schmidt e seus comandados Emma Frost (January Jones), Maré Selvagem (Álex González) e Azazel (Jason Flemyng) para convencê-lo de que os Estados Unidos devem colocam mísseis nucleares na Turquia, apontados para a Rússia.


          Na busca de entender as mutações que acaba vendo, Moira procura Charles Xavier (James McAvoy) no dia de sua formatura na Universidade de Oxford, pela qual se transformou num grande especialista em genética. Moira aborda Charle quando o mesmo está indo comemorar com sua agora “irmã” Raven (Jennifer Lawrence) e acaba nos demonstrando um lado de Charles não muito visto até então, o de grande beberrão galanteador.

          Convencido de que deve ajudar o governo dos Estados Unidos, Charles começa a auxiliar a CIA e durante uma missão acaba conhecendo Erik Lensherr (Michael Fassbender) que com sede de vingança, está rodando o mundo em busca de Schmidt. 


         Convencido por Charles que deveriam reunir jovens mutantes para lutar contra os inimigos que se levantam, Erik começa a trabalhar em conjunto com o novo amigo, porém, sem esquecer sua vingança. E assim, começam a recrutar mutantes que virão a se levantar contra aqueles que ameaçam a paz mundial, surgindo a primeira classe dos X-Men. O resto da história, só vendo o filme pra saber.

          A produção orçada em aproximadamente US$ 160 milhões, foi lançada em terras tupiniquins no dia 3 de junho de 2011 atingindo uma arrecadação final, só com bilheteria, na casa de US$ 352 milhões em todo o mundo. Um ponto que não poderia deixar de citar é a breve aparição de Logan / Wolverine (Hugh Jackman) durante o recrutamento feito por Erik e Charles. É pequena, porém, marcante e hilária.

          Considerei esse filme um ótimo ponto de partida para a nova saga dos X-Men nas telonas, já que de bom dos primeiros 3 filmes da série, apenas o surgimento de Wolverine, pois o resto...bom, deixa pra lá....



          X-Men: Primeira Classe com certeza é um filme para toda a família, que não é chato e tem ótimas cenas de ação. Eu, Gourmet, com certeza indico. Fica a dica!!!


Receita adicionada por Gourmet!!!


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Lanterna Verde

          Todo filme que é adaptado de um livro ou de HQ’s deveria ser visto como uma produção cuja realização é perigosa, ainda mais se for baseado num personagem ou história que atrai milhares de fãs espalhados pelo mundo. Nesses casos sua criticidade deveria ser elevada à décima potência. Digo isso, pois o que mais vemos nos últimos anos são adaptações nem sempre bem sucedidas pela falta de fidelidade às linhas que serviram de inspiração para iniciar sua materialização junto à sétima arte.    
      

          Seja de romance a aventuras ou de terror a comédias, tudo aquilo que os fãs pedem (e não é muito) é fidelidade ao que foi escrito. Se todos morrem no livro, que morram todos no filme. Se fulano de tal foi o personagem que deu o tom para uma certa sequência, não o substituam por outro. Por exemplo, alguém pode imaginar um filme sobre a historia de Cristo na qual ele não seja crucificado no final ou ainda no mesmo exemplo, colocar Judas para comandar a última ceia? A resposta é bem lógica não é. 


          Alguns podem pensar: “Ah, mas é uma adaptação Gourmet.”. Tudo bem. Concordo que se trata de uma adaptação, mas da mesma forma que histórias “baseadas em fatos reais” não podem ser alteradas, quem foi que deu o direito para alguns diretores de mudar a ordem ou a realização de ações. Para os fãs daquele livro ou personagem a narração de seus feitos deve ser seguida a risca, salve uma ou outra exceção. Se quiserem liberdade para contar da forma que querem, que criem suas próprias histórias e/ou personagens ao invés de usar os já famosos.

          Bom, após esse breve desabafo, digo a vocês que minha indicação da semana é o filme Lanterna Verde (Green Lantern) do diretor Martin Campbell que foi lançado no dia 17 de junho nos EUA e chegou em terras tupiniquins apenas no último dia 19 de agosto.

          A adaptação live-action conta a história de como Hal Jordan (Ryan Reynolds), um jovem piloto de caças da empresa de Aviação Ferris foi selecionado para substituir o alienígena Abin Sur (Temuera Morrinson) na até então desconhecida dos terráqueos, Tropa dos Lanternas Verdes. A tropa é uma sociedade formada por guerreiros cuja missão é levar paz e justiça aos 3.600 setores existentes no universo, mantendo a paz e a ordem através da utilização de um anel energético  que lhes permite a materialização de qualquer coisa que sejam capazes de imaginar.

          
          No filme, após ser mortalmente atacado pelo vilão Parallax (voz de Clancy Brown), Abin Sur vem ao planeta Terra e pede ao anel que saia em busca de um sucessor na defesa do setor 2814. O selecionado é o jovem irresponsável Hal Jordan, que quando criança foi testemunha do acidente aéreo que vitimou seu pai Martin Jordan (Jon Tenney) e desde então além de não se permitir criar vinculos afetivos com ninguém, vive em busca constante de provar que seus limites sempre podem ser superados, tornando-se assim como o pai, um piloto de caças aéreo. Além da própria família, quem mais sofre com as posturas “questionáveis” de Hal é a bela Carol Ferris (Blake Lively) que além de ser a herdeira da empresa de Aviação Ferris na qual ele trabalha,  é completamente apaixonada por Hal desde a infância.

      
          Após o recrutamento, o anel energético leva Jordan ao planeta OA, que funciona como o quartel general dos lanternas verdes e onde ficam os imortais Guardiões, que foram os responsáveis pela criação da tropa e são os detentores do conhecimento sobre os fatos e verdades do universo desde a sua criação. Já no planeta, Jordan inicia seu treinamento sob a supervisão de Tomar-Re (voz de Geoffrey Rush), Kilowog (voz de Michael Clarke Duncan) e Thaal Sinestro (Mark Strong) que na época estavam entre os melhores combatentes da tropa.
     Enquanto o treinamento em OA segue seu curso, na Terra o corpo de Abin Sur é capturado pelo governo americano e entregue a um centro de pesquisas sob o comando da oficial Amanda Waller (Ângela Basset) para que sejam feitos testes no corpo do alienígena. Para assumir os testes é convocado o Dr. Hector Hammond (Peter Sarsgaard) que acaba infectado pelos poderes de Parallax e desenvolvendo grandes poderes psíquicos se tornando um perigoso vilão.

          A meta de Parallax é se vingar dos Guardiões destruindo não apenas os pequenos seres azuis como o planeta OA, espalhando o medo por todo o universo. Na iminência de destruição do planeta Terra e na inoperância dos Guardiões que por indicação de Sinestro decidem permitir a destruição do planeta para ganhar tempo no preparo da ofensiva contra o vilão, Hal Jordan se vê sozinho na luta para defender seu planeta natal contra as forças do medo. Será que a força de vontade irá superar o medo? Só vendo o filme para saber como essa historia irá terminar.

           Embora o filme não seja fiel a história original, para quem não for um conhecedor profundo da saga de Hal Jordan ele tem uma sequência bem legal de ação e regada por comédia em alguns momentos. Os ótimos efeitos especiais e as caracterizações são os pontos altos da produção, que em minha opinião só não foi melhor devido a abordagem dada pelo diretor Martin Campbell que não soube aproveitar o potencial dos personagens, transformando peças chaves da formação de Jordan em meros participantes secundários. Sou capaz de afirmar que se fosse um Christopher Nolan da vida a frente do projeto, com certeza seria um grande sucesso, mas quem sabe com um pouco mais de força de vontade, os produtores não mudem o diretor ou a forma de abordagem que Campbell utilizou no atual filme para uma possível continuação.

  
          Lanterna Verde que teve suas locações divididas entre Sydney na Austrália e Nova Orleans nos Estados Unidos entre março e agosto de 2010 tem 115 minutos de duração e sua produção que trabalhou com um orçamento de aproximadamente US$ 200 milhões já arrecadou algo em torno de US$ 160 milhões em todo o mundo desde sua estréia. Não é um filme fiel a história original, mas vale a pena assistir no cinema, principalmente em 3D. Eu indico.

 
Receita adicionada por Gourmet.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Batman Begins

           A primeira coisa que passa em nossas cabeças quando descobrimos que será feito um filme que contará alguma história sobre um personagem que idolatramos é: “Se for pra fazer de besteira é melhor que nem façam!!!”. E pior que geralmente eles fazem muita besteira. Mas como se não bastasse, devem ficar com  a sensação de não terem decepcionado milhares de fãs o suficiente e ainda repetem as porcarias.


          Um personagem que pode ser utilizado como exemplo clássico para minha afirmação acima é o Batman. Foram 4 tentativas de filme e sinceramente na minha opinião o melhor dentre eles foi Batman (1989) que não passou de razoável. Até hoje fico me perguntando que diabos foi o Tommy Lee Jones interpretando o Duas Caras ou o Arnold Schwarzenegger de Mr. Freeze. Porém, nada me deu mais raiva do que ver o péssimo Chris O’Donnell de Robin. Acho que nunca torci tanto pra um “herói” morrer na minha vida.

          Mas assim como nas HQ’s, em que sempre aparece alguém pra salvar o dia, eis que surgiu Christopher Nolan para assumir a responsabilidade de redimir os erros do passado e contar a real história do homem-morcego. Assim, após quase três anos desde o inicio do projeto, nasceu Batman Begins que é a minha indicação da semana para vocês.

          O filme aborda de forma resumida, porém, bem descrita, como o jovem bilionário Bruce Wayne (Christian Bale) convive com seus fantasmas do passado, que vão desde um ataque de morcegos proveniente de uma queda num antigo poço d’água desativado até testemunhar o assassinato de seus pais Thomas (Linus Roache) e Martha Wayne (Sara Stewart) na saída de um teatro. Após perder toda sua família, o pequeno Bruce é criado por Alfred Pennyworth (Michael Caine) o fiel mordomo dos Wayne, e que  no futuro se tornará a única pessoa em que Bruce confia totalmente.

          Passam-se os anos e durante o período de férias da Universidade de Princeton, o herdeiro dos Wayne retorna a Gotham para acompanhar o julgamento do assassino de seus pais que teria sua pena revogada para que fosse testemunha num processo contra o chefe da máfia Carmine Falcone (Tom Wilkinson). Contudo, com sede de vingança, o jovem Wayne já estava decidido a fazer justiça com suas próprias mãos, o que acaba não acontecendo já que Bruce não era o único que tinha contas a acertar com o bandido.

          Ao encontrar com sua amiga e grande amor de infância Rachel Dawes (Katie Holmes) que agora é a assistente do promotor público de Gotham, Bruce revela sua intenção de vingar seus pais. Ele não só é repreendido por Rachel como levado a conhecer tanto o submundo de Gotham quanto o mafioso Falcone que comanda todo o crime na cidade. Durante sua conversa com Bruce, Falcone afirma que seu poder será eterno pois é baseado no medo das pessoas. É a partir desse encontro que a vida de Bruce muda totalmente e ele passa a rodar o mundo em busca de conhecimento sobre como funcionam as mentes dos criminosos.
 
          Em uma de suas viagens Bruce acaba preso por roubar cargas da Wayne Enterprises no Butão e é durante sua estadia na prisão que conhece Henri Ducard (Liam Neeson) que falando em nome de Ra’s Al Ghul (Ken Watanabe) que é o líder da Liga das Sombras, o convida para ser treinado e preparado para seu promissor futuro.

          Como era de se esperar, Bruce desenvolve com grande velocidade suas habilidades de luta e as vias de ser considerado “formado” escuta de Ra’s e Ducard que o verdadeiro propósito por trás de seu treinamento e que estava sendo preparado para liderar a Liga das Sombras na destruição de Gotham, considerada por eles um cidade corrupta demais para ser salva. Entretanto, Bruce se nega em participar de tal plano e durante o confronto com Ra’s e Ducard o templo começa a ser consumido pelo fogo. Na confusão, Ra’s acaba “morto” e quando Ducard estava as vias de ter o mesmo fim, acaba sendo salvo por Bruce que antes de retornar para Gotham o deixa desacordado próximo ao templo incendiado.

          Já em sua cidade natal e na preocupação de preservar sua verdadeira identidade, Bruce Wayne resolve criar um alter ego para confrontar o crime de Gotham e levar esperança a seus habitantes. Assim, enquanto uma parte sua apresenta o empresário bilionário e playboy excêntrico que desfila com lindas mulheres e carros importados para impressionar a sociedade, a outra se transforma no defensor da justiça que ataca o sistema central do crime organizado durante a noite usando o morcego como seu símbolo e atendendo pelo nome de Batman.




          Para obter maiores informações sobre como derrotar Falcone, Batman pede a ajuda a um dos poucos policiais não corrompidos de Gotham, o Sargento James Gordon (Gary Oldman) e a um antigo funcionário da Wayne Enterprises o gênio Lucius Fox (Morgan Freeman) que se torna um dos responsáveis pelos equipamentos utilizados pelo cavaleiro das trevas.
 
          Com o passar do tempo Batman descobre que na verdade Falcone não é nem de longe o maior de seus problemas, já que Ra’s Al Ghul não esta morto e já iniciou seu plano para destruir Gotham, contando com o auxilio do Dr. Jonathan Crane (Cillian Murphy), o corrupto administrador do Asilo Arkham (aparentemente não existe presídio em Gotham City já que todos os que são presos acabam sempre em Arkham) e que também atende pela alcunha de Espantalho para ter sucesso em seus objetivos.

          
          É em meio a um vendaval de dúvidas que Bruce Wayne / Batman acaba como único obstáculo para realização do plano Ra’s Al Ghul. Será que o homem-morcego será capaz de salvar a cidade e seus habitantes diante da destruição iminente de Gotham? A melhor forma de obter essa resposta é assistindo aos 135 minutos da produção.

          Batman Begins foi lançado em 2005 pela Warner Bros. e sendo apenas o 4º longa metragem da carreira de Christopher Nolan, caiu rapidamente no gosto do público em geral pela abordagem tomada pelo diretor de tentar trazer o mundo do homem-morcego mais próximo a realidade humana, mostrando tanto a ganância quanto a pobreza em suas maiores potencialidades e sendo representadas tanto nas festas da alta sociedade de Gotham quando na realidade vista no bairros mais pobres da cidade.

           Talvez você já tenha assistido ao filme e percebido que as cenas externas da cidade de Gotham lembravam bastante as vistas em “Blade Runner – O Caçador de Andróides” e tenha achado que era apenas uma mera coincidência. Pois não era. O clássico dos anos 80 foi uma das inspirações de Nolan que chegou a apresentar uma sessão privada do filme para todo o elenco para que entendessem que aquele era o modelo que ele idealizou para sua produção. Com certeza o ator do elenco que não teve problemas para entender o que pedia Nolan foi Rutger Hauer que foi um dos personagens principais do filme exibido e que em Batman Begins interpreta William Earle, um executivo que comandou a Wayne Enterprises durante a ausência de Bruce.

 
          Com um orçamento de aproximadamente U$$ 140 milhões, Batman Begins não apenas apresentou a melhor interpretação de Bruce Wayne / Batman de todos os tempos feita por Christian Bale como arrecadou algo em torno de U$S 370 milhões. O longa ainda foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia e ao BAFTA nas categorias Melhor Cenografia, Melhor Som e Melhores Efeitos Especiais.

          Batman Begins é sem sombra de dúvidas uma ótima pedida não apenas para o fim de semana como para qualquer dia da semana. Dá uma conferida no trailer aqui embaixo e depois corra pra providenciar sua sessão caseira de cinema. Eu indico com certeza.


 Receita adicionada por Gourmet.