Mostrando postagens com marcador Drama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Drama. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

As Duas Faces da Lei

      Cada pessoa tem seu gosto pessoal para gêneros de filmes. Uns gostam de tudo, outros mais de um do que de outros e ainda tem uma parcela que não gosta de nenhum. Porém, o que até mesmo esses que optam por nenhum dos gêneros oferecidos pela sétima arte podem dizer é que falta talento e capacidade aos insuperáveis Al Pacino e Robert De Niro. Estes dois estão no topo do Olimpo hollywoodiano, sendo no máximo igualados pelos companheiros de profissão.
 
  Se separados já são unanimidades, imaginem quando o diretor Jon Avnet decide reunir pela primeira vez a dupla para contracenar como parceiros durante um filme completo, já que das duas vezes em que estavam compondo o elenco de outras produções anteriores, só contracenaram em uma única sequência (de tirar o fôlego) no filme Fogo Contra Fogo.

       A minha indicação da semana se trata do Drama/Suspense As Duas Faces da Lei (Righteous Kill), lançado em 2008.


        Os condecorados detetives David “Rooster” Fisk (Al Pacino) e Thomas “Turk” Cowan (Robert De Niro) parceiros por 30 anos no conturbado Departamento de Polícia de Nova York são escalados para fazer sua última missão antes da aposentadoria. O caso é desvendar o assassinato de um famoso cafetão da cidade que aparentemente possui ligações com outro caso solucionado pela dupla no passado, ou pelo menos parecia ter sido solucionado até aquele momento.

        Assim como no crime ocorrido anos antes, a vítima era um criminoso que tinham um poema escrito num pedaço de papel que justifica os motivos que levaram o bandido a morte. O que a dupla não esperava é que outros crimes com as mesmas características começam a acontecer, fazendo-os perceber que estão lidando na verdade com um serial-killer que se posiciona como um justiceiro capaz de fazer aquilo que considera necessário para limpar as ruas a partir da “eliminação” de fora-da-lei (como se ele não fosse um também).


        As mortes que se tornam mais freqüentes, demonstram uma grande semelhança nas suas execuções, levando-os a perceber que na verdade o homem responsabilizado pelo crime no passado na verdade foi apenas um bode expiatório, já que o assassino sempre esteve muito mais perto do que era possível se imaginar e o tempo se torna cada vez mais curto para capturá-lo.

         O que acontece durante o filme pode ser comparado a um labirinto aonde para se chegar ao caminho certo muitas vezes precisamos de um raciocínio errado ou será o contrário. Complicado? Se você ainda não assistiu a esse longa metragem, imagine que esta num daqueles jogos de detetive, estimulando suas habilidades de dedução a cada novo indício de “prova” que surge.


        As Duas Faces da Lei conta ainda com a participação de Carla Gugino, Jonh Leguizamo, Melissa Leo, Donnie Walhberg (irmão do ator Mark Walhberg que comprova a falta de talento da família) e 50 Cent, tendo uma duração de aproximadamente 100 minutos e trabalhou com um orçamento de US$ 60 milhões.


        Mesmo não sendo o melhor dos cenários e com uma história que deixa uma sensação de enrolação para aumentar sua duração, a química apresentada por Pacino e De Niro mostra que não existem barreiras capazes de impedir dois monstros do cinema quando assumem suas marcações em cena. Eu, Gourmet, com certeza indico. Fica a dica!!!




Receita adicionada por Gourmet!!!  



segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Jhonny e June

A insônia é um dos piores tormentos do ser humano! Vocês já perceberam que esse mal só nos atinge quando não existe absolutamente nada de interessante para fazer durante o período sem sono? Nenhum livro bom para ler, nada de interessante na TV e normalmente é preciso acordar cedo no dia seguinte.

Pois é queridos leitores, sofro com esta maldição. Noite passada este mal terrível caiu sobre mim e enquanto estava em busca do sono perdido assisti um dos filmes que mais gosto, Jhonny e June (Walk the Line).
 


São poucas as cinebiografias que ficam boas e essa é um ótimo exemplo de um caso de sucesso, com excelentes atuações, uma fotografia maravilhosa e um roteiro bem formulado, a história de Jhonny Cash foi para as telonas e conquistou muitos admiradores. Até quem não conhecia o trabalho desse talentoso cantor virou fã.

Jhonny Cash foi uma das pessoas que mais contribuiu para a história do rock. 

Jhoony Cash e sua banda Tennessee Two entraram para as paradas de sucesso em 1955 e dali para frente o sucesso só aumentou, suas turnês era incríveis e contavam com a presença de Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e aquela que se tornaria o grande amor de sua vida, June Carter.



O filme retrata a vida e a carreira de Jhonny Cash, porém o foco á sua relação com June Carter. Pioneiro do rock’n roll e do rockabilly, Jhonny Cash é um personagem com muito conteúdo a ser explorado. Sua vida e carreira foram tumultuadas, durante muitos anos Cash foi usuário de drogas e álcool, sentia-se culpado pela morte do irmão durante a infância e conquistar a mulher que amava não foi nada fácil.
 

Para dar vida a lenda Jhonny Cash o escolhido foi Joaquin Phoenix, aliás, a escolha foi um pedido do próprio Cash assim como June Carter escolheu para representá-la a atriz Reese Witherspoon. Particurlamente achei que a caracterização ficou muito boa, a semelhança é muito grande.


 
A atuação de Joaquin Phoenix merece um parágrafo a parte. Poucas vezes temos a chance de assistir um trabalho tão bem feito como este. Ele está sensacional! De longe a melhor atuação de sua carreira, brilhante. Ele convence, emociona, consegue passar tamanha credibilidade ao papel que você esquece completamente o ator em si e só consegue ver o personagem. Tamanho talento obteve reconhecimento, com Joaquin Phoenix ganhando o Bafta e o Globo de Ouro de melhor ator e recebeu uma indicação ao Oscar na mesma categoria.


 Reese Witherspoon também está incrível, atuação impecável. A atriz consegue equilibrar perfeitamente a delicadeza e a força de sua personagem, sem contar que está tão linda nesse filme que cada cena em que aparece é um presente para os olhos. Recebeu com mérito o Oscar  e o Bafta de Melhor Atriz.



A direção ficou por conta de James Mangold, que tem na carreira a direção de filmes como Kate e Leopold, Wolverine, Garota Interrompida e Encontro Explosivo


 O filme é realmente muito bom, gostoso de assistir, daqueles que o tempo passa e você não sente. Figurino muito bem feito, fotografia lindíssima, atuações memoráveis e boa música. O ganhador do Bafta na categoria Melhor Filme no ano de 2006 é comovente e envolvente, trazendo para o conhecimento do público em geral uma das histórias de amor e superação mais bonitas e verdadeiras que já vi.



Recomendo muito, esse com certeza vale os 133 minutos sentados a frente da TV!



Receita adicionada por Chef!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Avatar


Em 2009, James Cameron revolucionava o cinema com seu novo filme “Avatar”. Revolucionava, pois foi uma inovação em termos de tecnologia cinematográfica devido ao seu desenvolvimento com visualização em 3D e gravação com câmeras que foram feitas especialmente para a produção do filme. Aliás, foi o primeiro filme com legendas a ser exibido nos cinemas brasileiros.

 
Quando li a sinopse pela primeira vez imaginei ser um clichê americano. O filme se passa em 2154; Jake Sully (Sam Worthington) ficou paraplégico após um combate na Terra. Ele é selecionado para participar do programa Avatar em substituição ao seu irmão gêmeo, falecido. Jake viaja a Pandora, uma lua extraterrestre, onde encontra diversas e estranhas formas de vida. O local é também o lar dos Na'Vi, seres humanóides que, apesar de primitivos, possuem maior capacidade física que os humanos. Os Na'Vi têm três metros de altura, pele azulada e vivem em paz com a natureza de Pandora. Os humanos desejam explorar a lua, de forma a encontrar metais valiosos, o que faz com que os Na'Vi aperfeiçoem suas habilidades guerreiras. Como são incapazes de respirar o ar de Pandora, os humanos criam seres híbridos chamados de Avatar. Eles são controlados por seres humanos, através de uma tecnologia que permite que seus pensamentos sejam aplicados no corpo do Avatar. Desta forma Jake pode novamente voltar à ativa, com seu Avatar percorrendo as florestas de Pandora e liderando soldados. Até conhecer Neytiri (Zoe Saldana), uma feroz Na'Vi que conhece acidentalmente e que serve de tutora para sua ambientação na civilização alienígena.


Embora a história pareça infantil, na verdade o filme encanta a todos, com perfeito efeitos visuais, um verdadeiro espetáculo! Assistir em 3D então é literalmente entrar na história e se deslumbrar. A fotografia do filme é linda, perfeita e a sensação é a de estar em Pandora com todas as suas “belezas naturais”. James Cameron acertou na criatividade, criando não apenas novos seres, mas toda uma cultura rica em detalhes relevantes e claro, excesso de tecnologia de ponta.



A idéia surgiu em 1994 e seria filmado logo após Titanic (Também de Cameron) para lançamento em 1999, porém, segundo Cameron, a tecnologia necessária para a obra sair do papel ainda não estava disponível. Em 2005 o lingüista Paul Frommer começou a criar a língua Na’vi e apenas em 2006 James iniciou a finalização do roteiro e universo ficcional. 

O orçamento oficial foi de 237 milhões de dólares, porém o custo estimado foi entre 280 e 310 milhões de dólares para a produção e 150 milhões para a divulgação. Foi lançado em 2D e 3D (na Coréia foi lançado também em 4D) e teve uma arrecadação de US$232 milhões no primeiro final de semana de lançamento, sendo a sétima maior arrecadação em um primeiro final de semana da história do cinema e a maior para um filme original, que não é adaptação ou seqüência. Em menos de um mês Avatar superou um bilhão de dólares de faturamento e é atualmente o filme com a maior bilheteria da história.

Embora tenha sofrido com inúmeras acusações de plágio que vão desde o enredo até as imagens dos Na’vi, porém até hoje nada foi provado. Apesar disso Avatar ganhou os Oscars de Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Especiais e o Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama e Melhor Diretor, além de ganhar também o BAFTA de Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Especiais.


 O filme é excelente, de fácil entendimento, lindas imagens e boa história, embora lembre muito o filme “O último samurai” com aquela historinha do inimigo que se alia por um bem maior! Mas vale a pena conferir, principalmente se tiver blu-ray para poder aproveitar melhor os efeitos no HD, isso se você tiver perdido a oportunidade de assistir nas telonas em 3D na época da estréia e em 2010 quando foi relançado com mais 8 minutos de filme.

 
Antes mesmo do lançamento de Avatar, James Cameron esperava produzir uma ou duas sequências do filme, caso ele fosse bem-sucedido. Mais tarde, ele confirmou que a primeira sequência seria realmente lançada, e que iria se focar no oceano do planeta Pandora e deve continuar a seguir os personagens Jake e Neytiri. Avatar 2 tem estréia prevista para 2014 e o 3º da sequência é previsto para 2015, para os dois filmes a Fox deu carta branca para Cameron em relação ao orçamento. É esperar para ver mais dois espetáculos cinematográficos de Cameron!!!

     
Ainda não assistiu Avatar? Então assista abaixo o trailer e comece a se fascinar!


Receita adicionada por Cozinheira Nata



terça-feira, 16 de agosto de 2011

A Árvore da Vida

Semana passada, enquanto eu montava o post sobre as estréias do dia 12 de Agosto me interessei muito pelo filme “A árvore da vida” (The Tree of Life), principalmente por ter Brad Pitt e Sean Penn, dois excelentes atores de filmes geralmente muito bons.

Na sinopse diz apenas que o filme se passa nos anos 50 e mostra a família O’Brien. Jack, o filho mais velho está vivendo uma infância feliz e inocente, porém tudo muda com a morte do irmão e ele se transforma em um adulto perdido no mundo moderno e em busca pelo sentido da vida. Sinceramente, não foi isso que vi.

Além de eu ter achado a história interessante e ter os dois atores já citados, o que me fez também ir ao cinema foi a crítica excelente do filme. O Bonequinho do artigo do Jornal O Globo (O Bonequinho viu...) aquele de palito que pode estar dormindo, aplaudindo, indo embora, então esse bonequinho maldito estava APLAUDINDO DE PÉ... eu devia ter ouvido o meu sexto sentido que disse que se o bonequinho gostou, eu com certeza não iria gostar... porque eu não ouvi minha intuição?!?!?



Foram os 138 minutos mais longos de toda a minha. Detalhe que o filme só estava em cartaz na Zona Sul e na Barra, fui eu então até o Shopping da Gávea para perder meu tempo. Desculpe aqueles que curtem filmes cabeças, com temáticas subjetivas, que mostram uma coisa e querem dizer outra e que você precisa pensar (às vezes muito) para entender o que o roteirista quis dizer; eu não sou fã desse estilo de filme, mas dependendo da história, eu até curto... mas o que é a Árvore da Vida?

Na ficha técnica diz que é drama... só se for porque você chora ao lembrar que pagou para ver!! Filme cult? Só se for porque se passa nos anos 50. Inteligente? Na boa, nem Einstein!!! Gente, o filme é muito ruim, muito mesmo, daqueles que não indico nem para meu pior inimigo!!! 



Para vocês terem uma idéia, 1 hora do filme tem história, com diálogos, cenas com lógica e um enredo mostrando o Brad Pitt como um homem opressor, que trata os filhos com muita rigidez e casado com uma mulher omissa. É durante essa parte do filme que podemos ver o talento do ator mirim Hunter McCracken que faz o Jack quando criança. Em um filme com poucas falas o menino demonstra um talento enorme passando alegrias, dor, sofrimento e qualquer outro sentimento apenas com expressos facias e físicas, algo muito difícil principalmente para crianças.


Aqueles que vão assistir apenas por serem fãs de Brad Pitt, vão perceber que o ator continua excelente em sua atuação e claro, lindo até mesmo fazendo um homem maduro e sério. Já os que vão pelo Sean Penn, terão uma decepção total! Não que o ator esteja atuando mal, mas a participação dele é tão curta que não dá nem para perceber, se ele tem 5 falas é muito, não entendi porque ele aceitou esse papel.


Como citei anteriormente, 60 minutos do filme tem lógica, mas e os outros 78 minutos? Nesses você verá, muitas imagens, efeitos especiais e filmagens com câmeras micro-ópticas que captam todos os detalhes dos movimentos. Sim, porque acredito eu que o que o diretor Terrence Malick quis mostrar é a evolução da vida começando com o Big Bang, passando pela vida marinha (você pode ver, peixes nadando nessa parte do filme), chegando aos dinossauros (siiiimmm, tem dinossauros no filme!!!), depois uns 15 minutos vendo um óvulo ser fecundado até a vida humana (são pelo menos 3 minutos de filme vendo o pequeno Jack aprendendo a andar. A partir  daí (depois de 60 minutos) o filme entra em um enredo e quando você pensa “pronto, agora vou saber quem morreu e porque morreu”... nãoooooo, simplesmente terá mais uma cena muito louca numa praia com o Sean Penn adulto e criança e pronto... acabou o filme!!! Pode parecer spoiler, mas não, um filme sem história como esse, na minha opinião, não tem nem como ter spoiler!!!


Amigos, desculpa minha indignação, mas não compreendo como alguém pode criar esse filme, gravar e divulgar... pior ainda, contratar excelentes atores com o intuito de enganar o telespectador e lotar um cinema (foi o caso de domingo, na sessão em que eu estava!) e deixar a todos indignados e irritados por terem gasto tempo e dinheiro. É por isso, meu caro leitor, que te digo, não perca seu tempo, não assista nem de graça! Não se engane com o fato do filme ter ganho o Palma e Ouro em Cannes, o filme não é bom e você, mero mortal como eu, não vai gostar!!! E o que dá mais raiva é saber que provavelmente a Academia do Oscar pode sim dar o prêmio para ele, afinal, o critério que eles usam deve ser o da loucura e insanidade. Para não dizer que não merece de jeito nenhum um prêmio, tenho que concordar que melhor fotografia seria merecido, pois realmente as imagens dos 60 minutos iniciais são lindas.

Essa é a minha "não indicação" da semana, mas se ainda assim resolver assistir, pelo menos não vá dizer que eu não avisei....


Receita adicionada por Cozinheira Nata




quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Top Gun - Ases Indomáveis


         A minha indicação da semana vem direto do túnel do tempo e completou 25 anos de sua estréia no último dia 16 de maio e que não só carrega na bagagem o fato de ter lançado em definitivo ao estrelato um dos maiores astros do cinema na atualidade como também foi a responsável pelo lançamento de um dos maiores sucessos da música na década de 80, que mesmo não sendo a canção tema do filme, virou praticamente o seu cartão de visitas. 

        Estou falando do excelente filme Top Gun – Ases Indomáveis (Top Gun), uma produção de 1986 dirigida por Tony Scott e que não apenas consolidava a imagem de Tom Cruise como um dos mais promissores atores da época e galã de Hollywood, como apresentava ao mundo o hit Take My Breath Away da banda Berlin, que se tornou o tema de muitos apaixonados pelo mundo.


          O filme conta a história do Tenente Pete “Maverick” Mitchell (Tom Cruise), um jovem piloto de caça da Marinha dos Estados Unidos que junto com seu parceiro de vôo Tenente Nick “Groose” Bradshaw (Anthony Edwards) acaba selecionado para o curso Top Gun da Academia Aérea da Marinha Americana, responsável por formar os pilotos de elite da Marinha, após um confronto direto com aviões inimigos MIG-28s sobre o Oceano Índico em que o dono original da vaga para a academia, o Tenente Bill "Cougar" Cortell (John Stockwell), abalado com o confronto, resolve abandonar a aviação de caça.

        Por ser um completo indisciplinado, Maverick vive criando desavenças com seu oficial superior o Tenente-Comandante Rick “Jester” Heatherly (Michael Ironside), porém, tal necessidade de sempre provar seu valor está relacionada a morte de seu pai Duck Mitchell, que também piloto de caças, foi abatido durante a Guerra do Vietnã e declarado como culpado pelo acidente que causou sua morte. Assim, Maverick vive intensamente seus vôos, muitas vezes de forma displicente, deixando temeroso seu companheiro de vôo e amigo Goose que casado com Carol (Meg Ryan) e pai de um filho, apenas quer terminar seu treinamento e seguir sua vida sem criar maiores desafios que acertadamente considera desnecessários.

          
          Durante o curso, Maverick acaba se envolvendo diretamente em duas relações. Uma em terra ao iniciar um romance conturbado com a instrutora civil Charlotte "Charlie" Blackwood (Kelly McGillis) e outra no ar ao se tornando o grande adversário de Tenente Tom "Iceman" Kazansky (Val Kilmer) considerado até então o melhor piloto dentre os selecionados para o Top Gun e que classifica a forma de voar de Maverick como perigosa.

          

          Na reta final do curso, durante uma avaliação de combate contra o instrutor chefe, o comandante Mike "Viper" Metcalf (Tom Skerritt), Maverick comete o maior de seus erros até então já que na gana de provar que é o melhor piloto acaba se envolvendo num acidente que acabando com a morte de seu grande amigo Goose.         

          Mesmo sendo inocentado no inquérito militar que investiga o acidente, Maverick se sente culpado pelo ocorrido e não apenas seus nervos, mas também sua confiança são abaladas, fazendo com que o exímio piloto passe a ter medo de arriscar e abandone o curso Top Gun. 

          Será que ele consegue retomar sua carreira? Será que consegue superar a morte de seu amigo e o fantasma do erro fatal que seu pai pode ter cometido? Quem já viu o filme sabe como termina, e quem não viu deveria buscar na locadora mais próxima para descobrir.

          Top Gun – Ases Indomáveis foi inspirado no artigo “Top Guns” escrito em 1983 por Ehud Yonay para a Revista Califórnia, que detalhava os pilotos Top Gun durante sua estadia na Miramar Naval Air Station, localizada em San Diego, na Califórnia, e logo após sua estréia se tornou um grande fenômeno, sendo a maior bilheteria do ano de 1986 e arrecadando mais de US$ 353 milhões em todo o mundo.
 


          A título de curiosidade, a aventura de 109 minutos de duração dirigida por Tony Scott, que vem a ser irmão do também diretor Ridley Scott (Blade Runner, Hannibal e Gladiador), teve várias de suas sequências gravadas a bordo do porta-aviões USS Enterprise da Marinha dos Estados Unidos e recebeu várias indicações a prêmios, sendo a vencedora do Oscar e do Globo de Ouro na categoria Melhor Canção Original por Take My Breath Away.

          Assista o trailer aqui embaixo e providencie o filme para montar sua sessão nostalgia, pois com certeza vale a pena rever mais esse sucesso do cinema no conforto do seu lar.


Receita adicionada por Gourmet.

sábado, 23 de julho de 2011

Vivos - a maior história de sobrevivência de todos os tempos



O Programa “Fantástico” está exibindo uma série chamada Planeta Extremo com o repórter Clayton Conservani. Dos quatro episódios, um em especial chamou minha atenção. Sobre o chamado “Milagre dos Andes”. A história de um dos mais famosos acidentes aéreos do século XX, o Vôo 571 da força aérea uruguaia.
O fato dessa reportagem mostrar vários trechos do filme Vivos me fez relembrar e me fez procurar um VHS em que gravei quando este foi exibido na globo lá pelo meio dos anos 90. Para meu azar, a fita não sobreviveu. Então não pensei duas vezes antes de fazer o download. E não me arrependi. Posso afirmar que é um dos filmes mais emocionantes que tive a oportunidade de assistir, e não importa quantas vezes forem.

Lançado em 1993, dirigido por Frank Marshall, com narração de John Malkovich que interpreta um dos sobreviventes (Carlitos Paez) e Ethan Hawke no papel de Fernando Parrado. O Filme conta a história de um time de Rugby uruguaio (Old Christians Club Rugby) que estava a caminho do Chile para uma série de jogos acompanhados de familiares e amigos, porém durante a travessia sobre a cordilheira do Andes, o avião perdeu altitude e se chocou contra as montanhas no dia 12 outubro de 1972. Começava uma luta pela sobrevivência e para manter as esperanças de ser resgatado daquele inferno de gelo. Pois enfrentaram temperaturas extremamente baixas, com roupas inadequadas para suportar o frio e tendo se abrigar nos destroços da fuselagem do avião.

Com o passar dos dias, com alimentos escassos e com a desistência das equipes de resgate, os sobreviventes tomaram uma decisão impensável: Comer a carne dos companheiros mortos para não morrer de fome. Uma atitude extrema que gera muita discussão até hoje. Um pequeno esclarecimento: O que foi chamado de “Canibalismo” na verdade o correto é afirmar que fizeram “Antropofagia”(Ato de consumir parte ou partes de um ser humano). Mas voltando à história, como se não bastasse todas as provações que passaram, teriam ainda que enfrentar um outro revés. Uma avalanche que matou mais oito pessoas no dia 29 de outubro.
Antonio "Tintin" Vizintin, Nando e Canessa
Já no limite da sobrevivência, Fernando Parrado e Roberto Canessa decidem num ato de determinação máxima: “Se for para morrer que seja tentando”. E partem em busca de ajuda caminhando e escalando dezenas de quilômetros pela cordilheira. Sem falar que estavão desnutridos, cansados e se alimentando a base de carne humana.
No dia 21 de dezembro, Parrado e Canessa, já em território chileno, encontram Sergio Catalán ( Porém esse encontro não é mostrado no filme) e no dia 23 de dezembro os retornam com helicópteros para resgatar os sobreviventes que ficaram nos destroços.
Porém esse não seria o fim dessa jornada fantástica. Alguns sobreviventes voltaram ao local do acidente (hoje em dia chamado “O Vale das Lágrimas”) e fizeram uma homenagem aos mortos com um altar de pedras, com os pertences, restos da fuselagem, restos mortais e sobre isso tudo uma cruz de ferro  e que permanecem na cordilheira até hoje.
Foto Real

Posso dizer que esse é um dos poucos filmes que me fez chorar. Realmente não tem como não se emocionar, até por se tratar de uma história real. E fica a dica pra você leitor. Vivos é um filme que você não vai esquecer.


Gustavo do filme e o real
Para finalizar, a matéria do fantástico entrevistando um dos sobreviventes, Gustavo Zarbino, foi emocionante. Fica também a dica e link abaixo pra você conferir esse episódio de Planeta extremo.                                                                           








Receita adicionada por Mestre Cuca