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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

11-11-11


Semana passada tivemos um dia incomum, muitos chamaram de dia cármico outros disseram que era apenas coincidência e alguns afirmaram que seria o fim do mundo, estou falando do dia 11 de Novembro de 2011 mais popularmente conhecido como 11/11/11.

Essa data, por ter a repetição do numeral 11 três vezes ficou cercada de várias lendas e misticismos: De acordo com a numerologia a soma dos números daria o número 6 sendo então um dia de muita energia, porém quando contado como 2011 a soma seria 8 o que significaria um dia propício para investimentos e ganho de dinheiro. Já de acordo com o misticismo foi dito que às 11h e 11m do dia 11/11/11 se abriria um portal no céu por 49 minutos que liberaria uma energia positiva tão grande que seria sentida por todos. Na verdade foi um dia comum com uma coincidência de números iguais, em que mais uma vez o mundo não acabou!

 
Assim como ocorre com o filme 2012, mais uma vez os americanos se aproveitaram de uma “lenda urbana”, para a criação de um filme, logo na sexta-feira passada, dia 11 de Novembro, estreou nos cinemas mundiais o filme “11-11-11” que aborda esse tema com a premissa também divulgada de que às 11h11m se abriria um portal em que algo desceria do céu para a terra.

O filme de terror, dirigido por  Darren Lynn Bousman conta a história de Joseph Crone (Timothy Gibbs) um famoso escritor que perdeu sua fé, principalmente após a morte trágica de sua mulher e filho. Joseph viaja para a Espanha após receber um telefone de seu irmão, Samuel (Michael Landes)  de que seu pai (Denis Rafter) está morrendo. No entanto, o destino tem um plano diferente para Joseph, pois sua vida torna-se atormentada por acontecimentos inexplicáveis e com aparições constantes dos números 11-11. A curiosidade se transforma em obsessão, e Joseph percebe que este número tem um significado obscuro –não só para si mesmo, mas para toda a humanidade. Isolado em um país estrangeiro, somente com o apoio de sua amiga Sadie (Wendy Glenn), Joseph descobre que 11/11/11 não é somente uma data, é um AVISO!

 


Embora esteja lendo muita crítica negativa e tenha lido várias opiniões de pessoas que não gostaram, eu gostei. É um filme diferente o terror fica por conta das cenas escuras e dos sustos que ocorrem com os “Caminhantes do Meio” que aparecem do nada atrás dos personagens, o suspense fica por conta da história que embora não muito dinâmica, tem sempre algo para ver e tentar decifrar. Aliás é o tipo de filme que você tem que prestar muita atenção do começo ao fim, se distrair um minuto se perde na história e não entende o enredo e menos ainda o final. A maioria das pessoas que não gostaram do filme não entenderam alguma coisa.

 
Por falar em final, não é daqueles simples que apenas fecham o enredo e o que ocorreu durante os 90 minutos anteriores, o final é praticamente a essência do filme ele explica o que aconteceu, por que aconteceu e o que deveria ter acontecido, por isso é de suma importância que se esteja bem atento no final, um piscar de olhos e quando acenderem as luzes você estará indignado com o filme.

 
 Eu recomendo o filme, mas só para aqueles que tem paciência em acompanhar histórias e que curtem um susto, caso você seja do tipo que prefere filmes lights de fácil entendimento é melhor passar esse, ou esperar sair na locadora para poder ir pausando e pensando durante o filme. 

Se ainda está na dúvida, que tal dar uma conferida no trailer abaixo?


 Receita adicionada por Cozinheira Nata!!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Atividade Paranormal 3


Em Maio desse ano contei para vocês a minha opinião sobre o filme Atividade Paranormal 1, 2 e a versão produzida em Tóquio, hoje volto a escrever sobre o tema para comentar o que achei da nova seqüência da série: Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3).
             
           O filme dirigido pela dupla Henry Joost e Ariel Schulman estreou na sexta-feira, 21 de Outubro, aproveitando que esse é considerado o mês do terror principalmente nos Estados Unidos que super valorizam o dia 31 de Outubro, o famoso Halloween. O filme em sua estréia arrecadou mais que a abertura dos dois anteriores e rendeu mais que qualquer outra estréia em Outubro, se tornando a melhor abertura para um filme do gênero terror na história.

            A fórmula do filme é a mesma, filmado com uma câmera de mão, em ambientes na maior parte do tempo escuros, passando a idéia de um vídeo caseiro, surpreendendo o espectador com pequenos sustos como uma luz acendendo sozinha ou grandes como a pessoa sendo empurrada pelo vento, porém dessa vez para atrair mais o público os roteiristas Michael R Perry e Oren Peli apostaram em cenas mais engraçadas entre as de suspense e acertaram, em um momento você está rindo e descontraído para no minuto estar gritando com um susto bem dado, o resultado foi o mais angustiante e assustador dos 3 filmes.



            Assim como o Segundo filme explicou o que aconteceu para Katie começar a sofrer com as atividades paranormais o terceiro também carrega explicações, dessa vez a de como tudo começou. O filme se passa nos anos 80, quando as irmãs Katie e Kristi ainda eram crianças. Lembra que durante os filmes 1 e 2 elas sempre faziam menção a alguma coisa que aconteceu em sua infância, então, agora descobrimos o que foi.Quando durante um terremoto a câmera do padrasto das meninas filma um vulto estranho em seu quarto, Dennis decide instalar câmeras pela casa para tentar descobrir o que está acontecendo em sua casa e acaba filmando inúmeros fenômenos paranormais e descobrindo um segredo na família Featherstone.


            Além dos efeitos paranormais comuns o filme também se utilizou da lenda urbana “Bloody Mary” para colocar medo. Para os que não sabe dizem que se você se trancar em um ambiente e em frente ao espelho, no escuro, pronunciar 3 vezes o nome Bloody Mary, a suposta Mary ensangüentada aparece e te mata, nunca experimentei essa “brincadeira” e depois de assisti-la no cinema, minha vontade de fazer é zero, afinal, vai que...

            Se você não curte momentos tensos e susto, não assista, o gênero é suspense e é suspense mesmo, principalmente depois que Dennis resolve instalar uma câmera giratória (presa em um ventilador sem hélices, afinal se passa em 1988!) para filmar juntas a sala e a cozinha, mas que possuem uma maldita pilastra dividindo a gravação dos cômodos. Eles nem precisavam ter postos fenômenos ali, a simples gravação vai e vem já é o suficiente para você ficar nervoso e fechando seus olhos com toda a força.


            O filme é muito bom, com sustos nos momentos certos e com a explicação necessária para entender toda a história da família. Se você que ainda não viu nenhum quiser assistir na ordem temporal certa, ou seja, 3 – 2 – 1 eu não aconselho, pois mostra passagens de cenas dos outros filmes, o ideal mesmo é você começar assistindo da forma em que foi lançado. Mas se já assistiu os outros dois, pode fazer que nem eu e correr atrás de assistir os outros dois na seqüência em que ocorrem os fatos, só para ficar mais visível o que realmente ocorreu com os personagens.
           
Tudo indica que em breve teremos um Atividade Paranormal 4, embora os diretores não confirmem nem neguem nada, mas o final do 2 deixou no ar a pergunta “E agora?”, logo caso venham a gravar uma quarta seqüência a probabilidade de ser no presente e a finalização dos fatos é muito grande. Vamos esperar e torcer.


Quem curte o gênero terror/suspense não pode de jeito nenhum perder essa seqüência de filmes. Eu indico. E para já te deixar no clima, abaixo coloco o trailer oficial do filme, mas já aviso, não faço idéia do porque o trailer oficial tem cenas que não estão no filme, inclusive a do Bloody Mary que é totalmente diferente!




quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tempestade do Século

Imagine se você morasse em uma pequena cidade onde você usufruísse de uma agradável e calma rotina ao lado de amigos e parentes. E se de repente chegasse junto de uma grande nevasca um forasteiro que conhece todos os segredo dos moradores, até os mais profundos? Os dias vão passando, a nevasca continua e a única coisa que o desconhecido diz é: “Dê-me o que quero e irei embora”, mas não explica o que quer dizer.

 
 Assustador não? Pois é isso o que acontece com os moradores da cidadezinha de Little Tall. Quando o forasteiro Andre Linogue (Colm Feore) chega na cidade trazendo o pânico e a morte entre os moradores, sabendo tudo sobre suas vidas e espalhando a verdade, o policial Mike Anderson (Timothy Dale) tem a missão de manter a calma e deixar a população alerta tanto para a forte tempestade de neve quanto para Linogue. 

 
Essa é a história de um dos melhores filmes que já assisti até hoje: “Tempestade do Século” (Storm of the Century). Baseado no livro homônimo do autor Stephen King (que não faço idéia do porque ainda não chegou no Brasil), o filme foi dirigido por Craig R. Baxley e lançado em 1999, mas não se assuste com o tempo de duração do filme, os 260 minutos vão te prender completamente. 


Embora seja vendido como gênero Terror, na minha opinião o filme é suspense. Você fica preso na história, ansioso para descobrir o que irá acontecer e o que raios Linogue tanto quer. A atmosfera da nevasca, dando ao filme um visual de penumbra, é uma grande responsável pelo suspense, além da trilha sonora típica. Não é o típico filme de terror que dá medo e susto, mas sim a curiosidade e o suspense de desvendar o mistério e encontrar a solução. King fugiu um pouco do seu estilo, conseguindo assim uma de suas melhores obras, se não a melhor!

Embora seja apaixonada por esse filme, não posso deixar de criticar o final. Craig que acertou na direção de 230 minutos do filme, peca nos 30 restantes, fazendo um final um pouco sem graça onde poderia ter elaborado muito mais; acabou deixando-o bem óbvio. A história também ajuda na obviedade, já que tenta passar uma lição de vida de que “o pecador será punido”. Isso é bem explicado em algumas cenas, inclusive com a fala de Linogue “Deus castiga os covardes”. Os amantes do gênero terror/suspense vão matar rapidamente a charada.

 
Não é um filme de muito sucesso. Não ganhou prêmios e acaba um pouco esquecido nas prateleiras da locadora. Conheço mais gente que nunca ouviu falar do que gente que conheça, mas a grande maioria que já assistiu concorda quando eu digo que é um filmaço. Acredito que o fato de não ter nenhum ator hollywoodiano ou conhecido do público e até mesmo Craig que não é lá muito famoso (para falar a verdade só conheço mais um filme dele, Rose Red – A casa adormecida, que também é baseado em um livro do Stephen King, mas que eu não indico para ninguém!) tirem um pouco da credibilidade do filme que nem o nome de Stephen conseguiu contornar, o que é uma grande pena, pois todos fazem um excelente trabalho, com ótimas atuações e muito boa direção.


 Eu aconselho a todos a arranjarem 4 horinhas de um dia para assistir a esse super filme. E depois de assistir, deixe aqui sua opinião. Infelizmente não encontrei nenhum trailer dublado ou legendado, mas para dar um gostinho para todos, segue em inglês mesmo.


Receita adicionada por Cozinheira Nata

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Pânico 4

Sabe aqueles filmes que você assiste por acaso, ou por que estava passando na tv, ou até por falta do que fazer ou assistir? Bom, algumas vezes nós nos surpreendemos com um filme desses e acabamos descobrindo um ótimo filme, uma história interessante ou apenas uma boa distração. Não, eu não encontrei nenhuma das três opções acima quando estava à toa e resolvi assistir Pânico 4 (Scream 4). O único comentário que fiz assim que o filme acabou foi: “É... pensei de ser pior”.

 
Se você curtiu os outros 3 filmes, então não irá se decepcionar... tirando o elenco de apoio, é apenas mais do mesmo! Sidney continua sendo perseguida pelo Ghostface, na mesma cidadezinha de Woodsboro, enquanto Dewey (Agora Xerife) tenta prender o assassino e Gale tenta um furo jornalístico (agora apenas para escrever mais um livro “A punhalada” – lembra em Pânico 2, o filme baseado no livro que ela escreveu? – pois ela deixou de ser repórter). Juntando a isso algumas gostosas burras que morrem esfaqueadas e uma câmera na mão de um nerd. Como eu já disse... a essência continua a mesma!


Foram 11 anos de espera pelo 4 filme da franquia até que finalmente Wes Craven se animou a fazer a seqüência dos filmes que fizeram tanto sucesso no final da década de 90. Eu realmente acho que ele não deveria ter esperado tanto. Para aqueles que curtiram os filmes naquela época por terem bastante sangue, mortes interessantes e até mesmo alguns sustos, agora com o avanço da tecnologia e da informação, acabam esperando que as mortes sejam mais bem feitas, porém se deparam com as mesmas facadinhas e o sangue jorrando para todo o lado. No quesito susto, ficou um pouco a desejar, para quem assistiu a trilogia, vai saber exatamente o que esperar de cada cena. Mas uma coisa não posso negar... a identidade do Ghostface dessa vez é surpreendente!!!!


Para aqueles que nunca tinham sequer ouvido falar em Pânico, vou situá-los um pouco nas histórias. Pânico (Scream) chegou aos cinemas em 1996 fez grande sucesso na época por ser um filme de terror que faz paródia do próprio gênero. Conta a história de Sidney Prescott (Neve Campbel), uma adolescente um pouco perturbada devido o assassinato brutal de sua mãe quando era um pouco mais jovem. Apesar disso leva uma vida normal na pacata cidade de Woodsboro, com escola, amigos e namorado. Até que uma onda de assassinatos começa, em que Sidney é o alvo principal. Para desvendar o crime o policial trapalhão, bobo e carismático Dewey Riley (David Arquette) é escalado e acaba contando com a ajuda da repórter arrogante e carismática, Gale (Courtney Cox) que está em busca de um furo jornalístico. Foi nesse filme que ficou famoso o bordão: “Qual seu filme de terror preferido?” (What’s your favorite scary movie?) falado pelo Ghostface no telefone com suas vítimas. Aliás, Drew Barrymore que interpreta Casey Becker, que inicialmente faria o papel de Sidney, mas desistiu, foi a primeira vítima do assassino, morrendo nos 10 primeiros minutos de filme.

Em 1997, é lançado Pânico 2, filme que fez tanto sucesso quanto seu antecessor. Dessa vez a história se passa numa cidade chamada Windsor, onde Sidney se refugiou para esquecer o passado e fazer faculdade de cinema. Um ano depois dos assassinatos, estréia “A punhalada” (filme dentro do filme) baseado no massacre de Woodboro e escrito por Gale (ela escreveu o livro que gerou o filme). Sidney está retomando sua vida, com novos amigos e namorado, quando uma nova onda de assassinatos começa e o assassino está de volta para pegar Sidney. Dessa vez, a atriz famosa escolhida para ser assassinada no filme é Sarah Michelle Gellar, no papel de Casey “Cici” Cooper, e o nome das personagens serem iguais não é mera coincidência, mas o motivo da morte desta. Esse filme rendeu o prêmio de melhor atriz no MTV Movies Award e o de atriz favorita em filme de terror no Blockbuster Entertaiment Award. Ao todo o filme ganhou 5 premiações e 8 indicações em eventos/festivais.

 
Já o terceiro filme da seqüência, Pânico 3, estreou em 2000 e foi o único da série que não foi dirigido por Kevin Williamson, pois ele estava ocupado escrevendo o roteiro da série Wasteland, por isso o filme foi escrito por       Ehren Kruger, baseado em anotações deixadas por Williamson. O filme agora se passa em Hollywood, onde está sendo gravada a continuação de A Punhalada, “A Punhalada – Retorno a Woodsboro”, com atores e atrizes famosos. Mas algo começa a dar errado quando surge um assassino que começa a matar os atores na mesma seqüência que eles morrem no filme, e ainda por cima deixa a foto da mãe de Sidney, Maureen Prescott sobre os corpos da vítima. Após 3 anos do massacre em Windsor, Sidney ainda traumatizada está vivendo em uma casa de campo no interior da Califórnia, mas é obrigada pelo assassino a ir para Hollywood acertar as contas com ele, ou as mortes continuarão a acontecer, inclusive com ameaças a seus únicos amigos sobreviventes: Gale e Dewey. 

 Para a surpresa de todos, 11 anos depois é anunciado o quarto filme da série. Dessa vez a história volta a Woodsboro com Sidney, agora um escritora, voltando a sua cidade natal para divulgar seu livro “Saindo das trevas”, em que conta sua versão da história. Acontece que é a semana de aniversário do massacre, e logo no dia de sua chegada é agraciada com a noticia da morte de duas garotas. Dessa vez o assassino não ameaça apenas Sidney, quer primeiro sua família: sua tia Kate (Mary McDonnell) e sua prima Jill (Emma Roberts). Como celebridade da vez, tem a participação de Hayden Panettiere (a Claire Bennet de Heroes) no papel de Kirby Reed, uma amiga de Jill.

Em relação aos atores, o que posso dizer é que Courtney Cox, como sempre, está arrasando na interpretação. A atriz que ficou famosa fazendo a Mônica de Friends, continua em boa forma, é ela a responsável pelo toque de humor no filme junto com seu agora ex-marido David Arquette que continua dando o ar de trapalhão engraçadinho ao personagem. Quem está apagada é Neve Campbell, parece que da Sidney só ficou mesmo a cara de sofrimento que ela aprendeu a fazer no primeiro filme e não tirou mais do rosto; bem diferente da sua atuação em “Garotas Selvagens” em que ela arrasa e convence com uma personagem bem “saidinha”. Sinceramente acho que a Anna Faris (que faz a Cindy Campbell na paródia “Todo mundo em pânico”) atua muito melhor na paródia do que Neve no original.

 
E agora? Será lançado o Pânico 5? Daqui a quantos anos? Bom, pelo menos no último filme descobrimos que “A Punhalada” já está no sétimo da seqüência, será algum sinal? Enquanto não temos essa resposta, que tal dar uma conferida no trailer de Pânico 4 logo abaixo?


Receita adicionada por Cozinheira Nata
 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Drácula: de Bram Stoker à Castlevania





Em 1897 um certo irlandês, um tal de Bram Stoker, publicou a mais famosa história sobre vampirismo de todos os tempos: DRÁCULA. Nascia ali um ícone da literatura, que posteriormente, no século XX, seria adaptado principalmente no cinema e no teatro.



O que para muitos é apenas ficção, não sabem que de fato existiu um “Drácula”. Vlad Dracula (também grafado Draculea e Drakulya), mais conhecido como Vlad, o empalador. Pela forma “gentil” que matava os inimigos, em geral os turcos. Foi uma importante figura que lutou contra o expansionismo turco na Europa e é lembrado, até hoje, como herói na Romênia.






O 1º filme foi: Nosferatu, uma sinfonia de horrores (Nosferatu, Eine Symphony de Grauens) em 1922, onde os nomes dos personagens e lugares foram alterados pelo fato dos herdeiros de Stoker não concederem autorização para realização do filme. Mas mesmo assim, a justiça ordenou a destruição de todas as cópias por violação de direitos autorais. Obviamente algumas foram salvas.




Em 1931 surge o Drácula de fato, nada mais que um “remake” de Nosferatu. O filme imortalizou Béla Lugosi sendo o primeiro (ou segundo) ator a interpretar o vampiro no cinema. O Sucesso foi tamanho que levou o ator a ser sepultado com o traje de conde Dracula a pedido do filho em 1956.





Muitas adaptações, sequências exploraram o tema e abriram o leque para os filmes de horror. Mas um dos trabalhos mais notáveis foi do ator britânico Christopher Lee em 1958. Antes de ser Saruman em “O Senhor dos Anéis” e o Conde Dookoo de “Star Wars” (Dookan em português, por motivos óbvios) ele começou interpretando um Outro “Conde” mais famoso.





Em 1992, Francis Ford Coppola nos presenteou com a melhor adaptação e mais fiel ao livro de Stoker. Com um elenco fantástico. Figurino, maquiagem e efeitos sonoros ganhadores de Oscar, a obra de Coppola se tornou uma espécie de divisor de águas quando falamos de Drácula.

Ah sim! Pra quem não faz idéia da história ou simplesmente acha que se trata de mais um “vampiro” que brilha no sol, vou contar um pouco do filme. Sim, tem Spoilers. E se você ainda não viu o filme, primeiro: azar, tá perdendo um filmaço; segundo: Pode assistir depois sem me xingar porque não vou contar o final.
Tudo começa durante a tentativa de invasão dos turcos à europa no século XV, quando ele Vlad Dracul (Gary Oldman), o cavaleiro cristão da Ordem do Dragão(Ele não é o Shiryu!!!) trucida os turcos durante uma batalha. Os turcos se vingam, informando falsamente a morte de Dracul para sua noiva, Elizabetha (Winona Ryder) , que se suicida ao receber a notícia. Dracul retorna da batalha mais vivo e furioso do que nunca ao saber dos padres que a alma de Elizabetha foi condenada e não pode ser salva por ser uma suicida. O cara “pira o cabeção”, amaldiçoa e renuncia aos padres, à igreja e a Deus, jurando só beber sangue para se manter vivo. Sendo condenado à sede eterna, ou seja, ao vampirismo.

Quatro séculos depois, ele descobre a reencarnação de Elizabetha, em Londres com o nome de Wilhelmina Murray, mais conhecida como Mina, noiva de Jonathan Harker (Keanu Reeves). Harker é um corretor e por “coincidência do destino” acaba indo ao encontro do Misterioso Conde Drácula na Transilvânia, para tratar da venda de propriedades em Londres. O que Harker não sabe, é que vai ser um hóspede/prisioneiro por um bom tempo, enquanto o Conde segue em busca de Mina, para assim, conquistar seu amor.
Harker consegue escapar do Castelo de Drácula, e juntamente com homens, liderados pelo Excêntrico Dr. Abraham Van Helsing (Anthony Hopkins) , seguem em busca de Drácula dispostos a livrar Mina das garras do Conde e o destruir.
Segue o Trailer abaixo:






Drácula, até hoje, é muito popular em diversas mídias. A indústria dos games já usou seu tema diversas vezes.  Destaque para a série Castlevania, da qual sou fã, onde o Vampiro é o principal vilão/ chefão (Boss) em quase todos os jogos da série. Sendo ainda eleito em diversas pesquisas “top top´s” como um dos maiores vilões dos games de todos os tempos.
Por essas e outras que deixo aqui um agradecimento: Obrigado, Mr. Bram Stoker!!!



Receita adicionada por Mestre Cuca

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Atividade Paranormal: versão americana melhor que a japonesa pela primeira vez

              Para aqueles que gostam de filmes de terror e suspense, não há duvidas, as histórias contadas pelos orientais dão 10 vezes mais medo e sustos do que as versões hollywoodianas. Quem já assistiu ao filme tailandês “Espíritos” (Shutter), sabe bem o que estou falando.

             Mas se você for com essa visão assistir ao filme “Atividade Paranormal em Tóquio” (Paranormal Activity: Tokyo Night), então assim como eu, você terminará extremamente desapontado. O filme é o oposto, ficando muito atrás da versão americana “Atividade Paranormal” (Paranormal Activity) escrito e dirigido por Oren Peli e apadrinhado por ninguém mais, ninguém menos que Steven Spielberg. A idéia é a mesma, pessoas filmando suas casas onde estão ocorrendo acontecimentos estranhos como portas abrindo e batendo sozinhas, objetos quebrando e se movendo, ruídos desconhecidos e etc.
             No começo, o filme americano foi vendido como realidade, mas logo essa versão foi desmentida, principalmente pelo final que deixa abertura para a continuação (que já foi lançada). Mas foi uma boa jogada de marketing, que atraiu muitos espectadores ao cinema e gerou uma ótima propaganda boca-a-boca. Para os desavisados, pode realmente parecer real, com o filme sem créditos, com filmagem de câmera na mão do personagem (em que só se vê o que o aparelho capturou) e atores desconhecidos (inclusive os nomes dos personagens são os mesmos dos atores: Katie e Micah)
 
            Embora o diretor da versão japonesa, Toshikazu Nagae, diga que o seu filme seja apenas baseado no americano e que não é a terceira seqüência (o filme foi gravado em paralelo com o segundo), ele faz uma ligação com os acontecimentos do original, com moldes replicados, tentando atingir o mesmo potencial; o que não conseguiu. O filme é fraco nos sustos e nos acontecimentos, chegando a repetir algumas seqüências da versão americana, tornando – o óbvio, parado e até mesmo um pouco cansativo. Enfim, não dá medo nenhum.
            Pelo menos essa história tem um amparo, o lado cultural: a figura do espírito negativo tem raízes na crença budista, religião comum no Japão, e os personagens (dois  irmãos) tem uma propensão natural a acreditar no tema e enfrentá-lo. Quando os primeiros sinais se manifestam, eles buscam pela explicação mais lógica e desde o princípio tomam a situação pelo que ela é, ao contrario das versões americanas em que os personagens não acreditam e brincam com a situação até perceberem que o problema já está bem sério.

          Em relação ao vendido como seqüência, “Atividade Paranormal 2” (Paranormal Activity 2), dirigido por Tod Williams, é mantida a fórmula do original, com poucos efeitos especiais e tensão gerada a partir do silêncio e da escuridão. Embora possua uma história melhor desenvolvida, inclusive explicando o primeiro filme e o motivo das atividades estarem acontecendo, a primeira versão é melhor nos quesitos suspense, medo e susto.

 
            O terceiro filme (da seqüência americana), com roteiro de Christopher B. Landon (Paranóia) começa a virar realidade. A Paramount Pictures já anunciou como diretores para a nova produção os desconhecidos, Henry Joost e Ariel Schulman e tem lançamento previsto para 21 de Outubro. Dessa vez a história contará a história de uma família atormentada por fenômenos sobrenaturais nos anos 80. Será que se tratará da história da avó das irmãs dos anteriores da série Katie e Kristi? É esperar para ver.

          Enquanto o terceiro não estréia, que tal verificar o trailer dos outros 3 filmes?

    
Receita Adicionada por Cozinheira Nata

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sexta-Feira 13 - Supertições, misticismo e... Jason Voorhees!!!


Noite de sexta feira 13 meus amigos, e nenhum filme representa tão bem essa data como o próprio Sexta- feira 13 (Friday the 13th) e ele, nosso “herói”... Jason Vooheers!!! Pra começar vamos falar de folclore, de toda a mística que envolve essa data. Para depois falarmos sobre esse Ícone do cinema.
Existem muitas crenças e lendas sobre a origem, do cristianismo à mitologia. A mais aceita seria pelo fato de Jesus ter sido crucificado em uma sexta-feira, e na última ceia haver 12 apóstolos e Jesus; 13 no total. Ainda há outra que envolve mitologia nórdica, curiosamente sobre um banquete em que 12 Deuses foram convidados. O 13º que não foi convidado (Loki – Espírito do mal e da discórdia ) Avacalhou com o banquete e Matou um dos convidados. Junto com isso, ainda de acordo com a mitologia nórdica, existia a lenda de Friga (que deu origem à palavra friadagr = sexta-feira), a Deusa do amor e da beleza, que com a implantação do cristianismo, foi considerada uma bruxa. E Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Enfim, é uma data azarada!!!
Agora falemos do Filme... Lançado originalmente em 1980, por Sean S. Cunningham, Sexta-feira 13 contava a história do acampamento Crystal Lake, um lugar marcado por um mistério, o desaparecimento de um menino, que hoje podemos dizer que sofria muito  “Bullying” por ser meio diferente. Mas só que a garotada pegou pesado com ele, e o menino foi parar no fundo do lago enquanto os monitores, que deveriam estar tomando conta dos pirralhos melequentos, estavam ocupados na onda “Sexo, Drogas e Rock N´Roll”. O nome do menino???  Jason Voorhees.
A franquia gerou nada mais, nada menos do que 12 filmes. Alguns lamentáveis, pra não usar palavras piores, caso de: Jason X. E até comédia, sim, ou você realmente não deu risada quando assistiu Freddy x Jason?! E Ainda faturou alguns milhões, uma bagatela de aproximadamente 500 Milhões de US$.  E conquistou fãs por todo mundo.



Em 2009 foi realizado um “remake” do clássico. Estrelado por Jared Padalecki, isso mesmo, o “Sam Winchester” da série Supernatural. O filme não foi muito fiel aos anos 80, não seguiu exatamente a história. Na minha opinião foi mais uma homenagem e teve uns pontos bem interessantes, mas até que foi legal ver esse confronto de titãs entre Sam e Jason.
1º Onde é que os roteiristas estavam com a cabeça que o Jason CORRE nessa versão?! O legal era ver ele andando atrás enquanto as vítimas corriam feito loucos e quando se davam conta, rolava uma espécie de tele transporte e aí... Tchau!
2º Jason já matou de formas variadas, mas bancando Robin Hood foi novo pra mim. O que foi aquela flechada?
3º Jason Cultivava Maconha!!! sabe lá o que ele fazia com ela, mas se vagabundo chegasse perto da plantação... Já era!!!

Tirando esses fatos curiosos do remake, vejamos algumas curiosidades da saga toda.

- O Assassino Original de Sexta-Feira 13 não é Jason, e sim sua mãe, Pamela Voorhees.
- Kane Hodder foi o único ator a interpretar Jason em mais de um filme (7º ao 10º)
- Jason Matou 285 pessoas;
- Quantidade de advertências do tipo "Não vá para Crystal Lake, o lugar é maldito" ou "Se eu fosse você, não iria para aquele lugar": 19.
- Vítimas que sonham com Jason: 17.
- Quantas vezes alguém diz frases do tipo "Espere um pouco que eu já volto" ou "Vou ver que barulho foi aquele lá fora" e nunca retorna: 19.
- A indústria automobilística tem uma afeição toda especial por Jason. 7 de suas vítimas foram chacinadas pelo psicopata depois que seus carros enguiçaram ou simplesmente atolaram em alguma lama.
- Jason revelou ser um tremendo empata foda... Ele gosta muito de interromper os casais naqueles momentos!!! Pelos menos morrem felizes...
- Pendurou 85 de seus cadáveres em tetos ou árvores;
- Levou cerca de 435 tiros, foi esfaqueado 106 vezes, foi cortado muitas vezes por Freddy Krueger, levou 20 machadadas, foi atingido por um mastro de bandeira, foi atropelado por um trator e um carro, soterrado por um telhado, foi atingido por vasos, um sofá, pedaços de madeira, dois torpedos, duas cadeiras, livros, uma estante, uma televisão, quebrou o pescoço no bote de Crystal Lake, teve um machado cravado no crânio (parte 3), foram fincados ao longo do seu corpo 15 barras de metal, foi atingido por uma barra de metal diversas vezes, ficou muito tempo embaixo do lago preso por uma pedra e uma corrente em seu pescoço, foi arremessado junto a Freddy por um carro de mina, foi parcialmente queimado (por gasolina em Freddy vs. Jason), levou 25 socos no rosto (parte 8), foi chutado por Freddy, levou pedradas no rosto (parte 6), perdeu 4 dedos da mão direita, teve os dois olhos furados, foi afogado em água e lixo tóxico, foi explodido, foi criogenizado, foi enforcado, foi decepado, foi eletrocutado (por um fio de poste, um painel destruído e em um trilho de metrô), sua cabeça foi furada por Freddy, foi arremessado contra andaimes cerca de 15 vezes (Freddy vs. Jason), foi esmagado, perdeu a perna, teve metade de sua cabeça estourada por uma hélice de barco, foi obrigado a se bater em uma parede de metal várias vezes por Freddy, ficou no espaço sem ar e em baixas temperaturas, sofreu entrada brusca na atmosfera em uma temperatura de 300°C e... SOBREVIVEU!!!

Assista aos trailers:


Ps: Só pra deixar bem claro, eu não contei cada uma dessas coisas... recorri à boa e velha pesquisa (Google) rs.

Receita adicionada por Mestre Cuca

segunda-feira, 28 de março de 2011

"Resident Evil: After life", Mais do mesmo em 3D


Como fã da série Resident Evil (Game) é quase impossível não xingar Paul W. S. Anderson. Sim, meu querido leitor, esse é o nome do Sr. Diretor de 3 dos 4 filmes da série e o único que ele não dirigiu, mas produziu (RE-2: Apocalypse) foi o melhorzinho, na minha humilde opinião.
Os filmes não são horríveis pra quem nunca jogou o game, já vimos bem piores, é claro, mas se você meu amigo, assim como eu, já tomou muito susto na madruga, já correu infinito dos zumbis podrões, já largou o aço em Tyrant, Nemesis, Mr. X, o Machadão aí do título, entre outras peripécias do jogo. Aí você assiste o filme e fala: “Que Cretinice!!!”
Pra começar o Wesker, “O” Vilão de RE, merecia uma atuação melhor do que a do Shawn Roberts. Na boa, o cara não convence!!! Eu apostaria no Diego Alemão do BBB pra fazer o personagem do que esse cidadão.

O menino “Prision Break”(Michael Scofield) de Chris Redfield até que deu pro gasto. Até porquê depois do Wesker, minha quota de decepção já tinha ido pro espaço.
 
            Não vou me alongar falando da “Trama” ou da sinopse. Vamos direto às conclusões: O filme é até melhor que o 3 (extinction), se bem que ser pior é difícil...  Mas o que abusa do efeito “slow motion” é sacanagem. Às vezes parece que os caras estão no espaço, sem gravidade, voando. Tem que valorizar o 3D, né... Afinal, qualquer filminho mais ou menos é 3D agora.
Ponto positivo pra ação, pro machadão (que lembra muito o do Game), E Só! Os pontos negativos eu prefiro deixar pra lá, já que muita coisa é desde o 1º filme da série.
Mas não dá para ignorar a decepção com o Wesker e o final no mínimo... Confuso!
Se a intenção era deixar uma pulga atrás da orelha, Mr. Paul Anderson e cia conseguiram.  Resultado: Mais uma Cretinice a caminho, pelo visto.
Mas a maior pergunta que paira no ar é: “Por que mesmo tendo um monte de herói maneiro como Chris, Jill, Claire, Leon (Esqueceram dele nos filmes do Sr. Paul Anderson), inventaram uma tal de Alice, que é interpretada por Milla Jovovich, como a protagonista da série???”  O fato de Milla ser esposa de Paul Anderson não deve ter nada a ver com isso, não é mesmo?
Enfim amigo, como eu disse antes, “RE: Afterlife” não é de todo ruim, mas não espere nenhuma surpresa do filme, além da cena depois dos créditos.

Receita adicionada por Mestre Cuca