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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Chicago


Você gosta de boas histórias? E se eu disser que além de uma história incrível esse filme também possui atuações excelentes, boa música, lindas mulheres e seis estatuetas do Oscar no currículo? Ficou interessado? Pois deveria mesmo! Chicago sem dúvidas é um dos melhores musicais que já assisti.


Sei que muitas pessoas torcem o nariz só de ouvir a palavra musical, acham que são bobos, desinteressantes e não assistem de jeito nenhum, se você leitor faz parte desse grupo acho que deveria dar uma chance a esse, quem sabe você não acaba tendo uma grata surpresa.

O filme se passa na Chicago dos anos 20/30 e retrata sua intensa vida boêmia, regada a muita bebida e muito jazz! E neste cenário duas personagens irão ter um destaque especial, elas são Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones) e Roxie Hart (Renée Zellweger).

Velma é a principal estrela de um cabaré, junto de sua irmã apresenta um número muito conhecido na cidade. Um dia ao chegar ao quarto de hotel onde estava hospedada descobre que sua irmã tem um caso com seu marido e mata os dois. O que aparentemente iria arruinar sua carreira acaba tornando-a ainda mais famosa e mesmo na cadeia seu número de fãs aumenta a cada dia.

Roxie sonha que um dia terá seu próprio show e será uma cantora famosa e para alcançar seu objetivo envolve-se com Fred Casely (Dominic West). Ele a seduz dizendo que conheçe produtores e que fará de tudo para que ela seja uma estrela, porém Roxie descobre  que todas as suas promessas são falsas e o mata a tiros. Ironicamente ela consegue o estrelato após a prisão, só que uma possível condenação a pena de morte não estava nos seus planos.

É na cadeia que Roxie e Velma se conhecem e acabam dividindo muito mais do que uma história semelhante e a vontade de brilhar nos palcos, elas dividem também o mesmo advogado, Billy Flynn ( Richard Gere). E sem mais detalhes para não estragar a trama!

O elenco como você leitor já deve ter percebido é maravilhoso, e o trabalho de cada ator é memorável. Não consigo apontar nenhuma atuação falha, todas foram perfeitas e supreendentes, confesso que na primeira vez que vi o filme achei que algumas escolhas seriam problemáticas, afinal, Richard Gere em um musical é no mínimo uma proposta inusitada e no final o resultado foi super positivo.

Richard Gere simplesmente arrasou, acho que essa é a melhor definição para sua atuação, ele deu um show! Ele saiu completamente de sua zona de conforto e este personagem é diferente de tudo que já vi ele fazer, as cenas em que seu personagem aparece são as sequências mais bem sacadas do filme.E quem diria que Gere era capaz de cantar e dançar bem? Pois é, ele canta muito bem e suas cenas de dança ficaram muito boas.


Renée Zellweger também supreende e encanta no papel de Roxie, ela conseguiu dar ao papel uma complexidade única, mesclando perfeitamente as doses de ingenuidade e malícia que a personagem exigia. De todas as suas atuações essa é a minha favorita, ela abusa do talento e foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz. Cada close de seu rosto é de perder o folêgo, nunca vi ela tão linda quanto nesse filme! 


 Catherine Zeta-Jones dispensa apresentações e sua atuação na verdade foi a que menos me supreendeu, não por ter sido fraca, ruim ou coisa parecida, muito pelo contrário, sua atuação foi excelente, primorosa, tanto que lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Digo que não me supreendeu pois esperava exatamente isso dela, uma atuação brilhante, afinal Catherine Zeta-Jones começou sua carreira como cantora e dançarina, e participou de alguns musicais durante a adolescência. O mais incrível de suas cenas é a naturalidade que ela transmite, ao vê-la dançando tudo parece facil e simples, a coreografia consegue fluir lindamente.
 
Queen Latifah no papel de "Mama" Morton é outra grata surpresa, ela está maravilhosa e recebeu indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, disputando a premiação ao lado de Catherine Zeta-Jones.É através de sua personagem  que a trama se desenvolve e que as intrigas acontecem, destaque merecido. 

  
Outra atuação que merece uma atenção especial é a de John C. Reilly que recebeu a árdua tarefa de interpretar Amos Hart, o marido traído de Roxie, seu personagem embora não apareça muito durante o filme possui uma carga dramática muito grande e é essencial para o desenvolvimento da trama. Sua atuação é ótima e ele também foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Seu solo é um dos mais bem feitos do filme, não poderia deixar de citá-lo.
 O filme ainda conta com uma participação de Lucy Liu que interpreta Kitty Baxter, uma personagem explosiva!

O roteiro é muito bom, bem amarrado, sem rodeios, e foi baseado no musical homônimo da Broadway, a fotografia está impecável e a trilha sonora perfeita, jazz da melhor qualidade, para ninguém colocar defeito!

O reconhecimento de um trabalho tão bem feito veio na forma de prêmios, muitos prêmios! 


Chicago foi indicado em treze categorias do Oscar e ganhou seis: Melhor Filme, Melhor Atriz Coadjuvante (Catherine Zeta-Jones), Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Trilha Sonora, e Melhor Direção de Arte. No Globo de Ouro foram nove indicações e três prêmios: Melhor Ator ( comédia ou musical) para Richad Gere, Melhor Atriz ( comédia ou musical) para Renée Zellweger e Melhor Filme (comédia ou musical). Houve ainda quatorze indicações ao Bafta, sendo que duas delas renderam premiações, duas indicações ao Grammy Awards, com uma premiação garantida e cinco indicações ao Sag, onde conseguiu três premiações.

Além disso o filme foi um sucesso total de crítica e de público e lotou as salas de exibição por onde passou.

Vale a pena assistir, o filme é uma obra de arte, 100 minutos que passam e você nem sente! As músicas colam na sua memória e quando você menos espera está cantarolando alguma delas pela casa. 

Para os amantes de jazz é imperdível, para os que gostam de musicais diria que é quase uma obrigação assistir, aliás gosto muito mais de Chicago do que o famosíssimo Cabaret da diva Liza Minnelli, acho mais divertido. Para os que não curtem muito é  uma boa oportunidade de experimentar.

Recomendo muito, vale cada minuto.



Receita adicionada por Chef.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Grease

Hoje vou falar de um dos meus filmes preferidos: Grease nos tempos da brilhantina (Grease). O filme é antigo, foi lançado em 1978 pela Paramount Pictures e até hoje faz grande sucesso. Com um orçamento de 6 milhões de dólares, o filme arrecadou 360 milhões na época, porém até hoje é considerado o filme musical de maior arrecadação de bilheteria nos Estados Unidos.

Grease foi dirigido por Randal Kleiser e é baseado no musical criado por Jim Jacobs e Warren Casey em 1971 estreando primeiramente em Chicago e um ano depois chegando a Broadway, onde quebrou todos os recordes de longevidade, terminando apenas em 1980 (só perdeu o recorde 3 anos depois para A Chorus Line).


O filme foi um grande marco na carreira de Olívia Newton-John e John Travolta que deram vida aos personagens principais Sandy Olsson e Danny Zuko. Depois do filme, Olívia ainda gravou alguns filmes como Xanadu e lançou um álbum, porém não fez tanto sucesso como na época do filme e acabou sumindo da mídia. Já John Travolta continua fazendo sucesso até hoje com filmes como “Olha quem está falando”, “A Outra Face” e “A Senha: Swordfish”.

 
A história do filme é bem tranqüila, eu diria até bem “sessão da tarde”. Sandy é uma australiana que vai passar as férias nos EUA e lá conhece Danny, eles vivem então um amor de verão. Com o fim das férias, eles se separam, pois Sandy pensa que voltará para a Austrália, mas os planos mudam e ela acaba ficando nos EUA e por acaso se matricula na mesma escola que Danny. Porém, na escola ele é um bad boy e para fazer gênero para os amigos ele esnoba Sandy, mas apesar do relacionamento estar em crise, os dois continuam apaixonados.

 
Não retrata a nossa realidade e nem nossa juventude, mas sim a dos jovens dos anos 50 (já que o filme se passa em 1959), com drive-ins, rock ‘n’ roll, carros e namoros. Os temas musicais procuram seguir os sons dos primórdios do rock. Aliás, o nome “Grease” vem de uma subcultura de jovens trabalhadores norte-americanos conhecidos como “greasers” que formavam gangues de rua principalmente no nordeste e sudeste dos Estados Unidos nos anos 50. O estilo de vida destes jovens tornou-se popular entre  a juventude americana devido à seu aspecto de rebelião aos modos e costumes, em outras palavras, eram os rebeldes da época. A tradução da palavra é graxa, lubrificante, brilhantina... uma espécie de gel que os homens da época usavam para seus topetes ficarem firmes e brilhantes... acho que vem daí o nome do filme em português ser “Nos tempos da brilhantina”.
 
A trilha sonora é realmente ótima, com músicas que ficaram muito conhecidas e são famosas até hoje como por exemplo Summer Nights, Greased Lightning e You are the one that I want, são aquelas que quando tocam numa festa ploc todos começam a fazer aqueles passinhos de rock. Na minha opinião o melhor do filme não é a história, mas sim as músicas, que são românticas, alegres e bem divertidas. O cd com a trilha sonora do filme é o terceiro álbum mais vendido de todos os tempos, segundo o Media Traffic.

Embora os críticos da época tenham classificado o filme como brega, ele fez um enorme sucesso, sendo indicado em 1979 ao Oscar de Melhor Canção Original (Hopelessly Devoted to You) e ainda teve 5 indicações ao Globo de Ouro nas categorias: Melhor Filme – Comédia/Musical, Melhor Ator – Comédia/Musical (John Travolta), Melhor Atriz – Comédia/Musical e Melhor Canção Original (Grease e You’re the One that I Want)


Grease é um filme que todos deveriam assistir pelo menos uma vez na vida. É leve, para toda a família, que embora tenha uma temática romântica e seja um musical, é na verdade divertido, com algumas cenas engraçadinhas. Então vale a pena deixar o preconceito de lado e se embalar nessa história, curtir as músicas e torcer por um final feliz!

Receita adicionada por Cozinheira Nata.