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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Cilada.com


            Não sei se é a proximidade com o dia do meu aniversário, se é o excesso de trabalho, ou simplesmente aqueles vontades doidas que dão na nossa cabeça de vez em quando, mas no finalzinho do mês de julho decidi que só queria assistir filmes de comédia e na minha opinião as melhores comédias são as nacionais.
             
           Minha opinião ganhou mais força essa semana depois de assistir “Cilada.com”, esse filme demonstra que o cinema nacional está ganhando cada vez mais destaque com boas idéias de comédia, romance, ação e suspense, com filmes cada vez melhores elaborados, bem dirigidos e com excelentes atuações.

 
           O filme é uma adaptação da série homônima que foi exibida no canal Multishow e também no Fantástico, e assim como na série, os nomes dos personagens principais são os nomes dos próprios atores (Bruno e Fernanda). Com direção de José de Alvarenga Junior e roteiro de Bruno Mazzeo e Rosana Ferrão, com colaboração de Marcelo Saback e José de Alvarenga Jr. Tem duração de 1h e 35m e ainda está em cartaz nos cinemas do país.

        Hilário, essa é a primeira palavra que me vem a cabeça para descrevê-lo, seguida de divertido, bem bolado e romântico (?!?!?) Sim, meu caro leitor, Cilada.com tem todo um toque de romance e amizade que vai além da comédia. 


          Tudo começa em uma festa de casamento em que Fernanda (Fernanda Paes Leme) pega o buquê e começa a procurar pelo namorado, Bruno (Bruno Mazzeo) enquanto ele está no maior amaço com uma loira. No meio do discurso do pai da noiva Bruno e a loira derrubam o telão e são pegos em seus trajes íntimos deixando Fernanda furiosa. É então que Fernanda decide se vingar colocando na Internet um vídeo em que Bruno em uma transa com ela acaba tendo ejaculação precoce, assim começa um verdadeiro inferno em sua vida com zoação de amigos e até desconhecidos e a tentativa de reconquistar Fernanda.

 
          Tentando limpar seu nome e provar que não sofre de ejaculação precoce, Bruno conhece o cinegrafista Marco André (Sergio Lorozza), mais conhecido como Marconha e o contrata para filmar sua transa de redenção. Serjão é a grande estrela do filme, as cenas em que aparece são de chorar de rir, com um personagem um tanto doidão e despreocupado e com o talento do ator, não dava para esperar menos.


           Com estréia em 8 de Julho de 2011, o filme levou aos cinemas 435 mil pessoas nos 3 primeiros dias de exibição, sendo então a melhor abertura de 2011, enfrentando o hollywoodiano “Transformers: O lado oculto da Lua”. Mas se você é fã da serie, não vá achando que será como um episódio estendido ou uma adaptação fiel a série; Alvarenga e Mazzeo já anunciaram antes mesmo da pré-estréia que de igual, só teria o nome!
 
É um filme que vale muito pena assistir, Bruno Mazzeo mostra que é além de um excelente ator de comédia um grande humorista, será que vem de sangue? Afinal para os desavisados de plantão, Bruno é filho de nada mais, nada menos, Chico Anísio. Então, corra para o cinema mais próximo, se muna de pipoca e refrigerante... e boa Cilada!!!

Abaixo, assista o trailer para você já começar a dar risadas.

Receita adicionada por Cozinheira Nata

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Os Normais



Em uma sexta-feira de 2001 começava na televisão brasileira uma série de comédia com dois excelentes humoristas: Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres. A série que estou falando é “Os Normais” que foi escrita por Alexandre Machado e Fernanda Young, com direção de José Alvarenga Júnior.

O programa contava as hilárias situações em que se metiam o casal Rui e Vani e cada episódio era gargalhada certa. Teve três temporadas, terminando em 2003, depois de ganhar inúmeros prêmios, entre eles, o Troféu Imprensa de Melhor Programa Humorístico em 2002 e os prêmios de melhor humorístico do ano em 2001 e 2002 pelo Gran Prêmio de TV Latina.

O sucesso do seriado foi tão grande (possuía media geral de 28 pontos de audiência) que a história de Rui e Vani saiu das telinhas para as telonas. Escrito e dirigido pela mesma equipe e ainda com Luiz Fernando e Fernanda Torres nos papéis principais, “Os Normais – O filme”, revela como Rui e Vani se conheceram e as 8 horas subseqüentes.



Após uma sequência no cais do porto do Rio, Rui e Vani decidem procurar um padre para tentar a anulação de seus casamentos, e para explicar o porque pedem um “mini flashback gigante” começando assim a história de como se conheceram, com Rui na sacristia esperando dar 20h, o horário de seu casamento. É quando entra Vani vestida de noiva pedindo um punhadinho de arroz emprestado para seus convidados jogarem nela como “boa sorte”, já que o seu foi esquecido. Rui não vê problema em ajudar, porém sua noiva, Martha (Marisa Orth) diz que a conta do arroz (5 Kg!!!!!!!) está certa e não pode ceder nenhum grão. A partir daí começa toda a confusão que vai culminar com a união do casal mais louco da TV brasileira. 




 Além dos 3 atores já citados, o filme também conta com a participação de Evandro Mesquita no papel de Sérgio, o noivo de Vani. Com esse time de humoristas nem preciso dizer o quanto você ri com essa comédia, não é mesmo? Palmas para as cenas da dança do casamento de Rui e Martha, Vani explicando os tamanhos de Absorventes internos e as tentativas de vingança de Vani entre outras que não são poucas; não foi a toa que o filme teve enorme sucesso de bilheteria e ganhou os prêmios de melhor filme no voto popular (Best Movie Public Prize) e prêmio de crítica (Media Award) no festival de cinema brasileiro de Miami (BraFF of Miami).


Oito anos depois (em 2009) a mesma equipe (Machado, Young e Alvrenga Jr) dão a sequência com “Os Normais – A noite mais maluca de todas”. Trazendo de volta Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres na pele Rui e Vani que estão completando 13 anos de noivado e estão com a relação bem desgastada e para apimentar, resolvem fazer um ménage à trois. O filme se passa durante a noite em que estão em busca da terceira parceira para a aventura e acabam sondando uma prima da Vani (Drica Moraes), uma bicampeã de Kickboxing (Daniele Suzuki), uma bissexual (Claudia Raia), uma francesa (Mayana Neiva) e uma prostituta (Alinne Moraes). Merecem destaques as cenas do hospital, da banheira e da festa da bicampeã.



Os dois filmes são muito bem dirigidos e escritos, não fogem em nada ao que conhecemos no seriado, sendo apenas uma extensão, ou melhor, um episódio mais longo. Ótimas trilhas sonoras, boas fotografias com cenário do Rio de Janeiro e o melhor, a atuação de Luiz Fernando e Fernanda Torres que fazem toda a diferença e são como sempre hilárias! Mas ambos os filmes, assim como o seriado, tem aquelas cenas de humor bem pastelão; então se você não curte, então não aconselho que assista. Mas se está afim de distração e boas gargalhadas, então corra para a locadora ou site de downloads e morra de rir com Rui e Vani.


Abaixo seguem os links dos trailers dos dois filmes e Vani e Rui cantando Vive la Vida Loca:




Receita adicionada por Cozinheira Nata

terça-feira, 21 de junho de 2011

Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro

          Numa fase de inúmeras desilusões, eis que se levanta aquele que viria a se tornar o maior herói brasileiro de todos os tempos. Um ídolo daqueles que fazem você ter a esperança de que dias melhores estão por vir. Um ícone de força, superação e estratégia, que coloca o bem estar da população antes mesmo do seu.

          É claro que estamos falando do inconfundível 01, o inigualável Capitão Nascimento (Wagner Moura), o herói de milhões de brasileiros que várias vezes se imaginaram em seu lugar, que encarna um dos lideres do grupamento de operações especiais que se tornou o maior e pior pesadelo dos “vagabundos” que acabavam na vala e das “sementinhas do mal”, estou falando dos homens de preto, ou seja, os “caveiras” do BOPE.  

          Assim, a minha indicação da semana é o recorde de público na história do cinema dentre as produções tupiniquins com mais de 11 milhões de espectadores, o polêmico Tropa de Elite 2: O inimigo agora é outro.

          A continuação do sucesso lançado em 2007 pelo diretor José Padilha tem uma passagem de tempo de algo em torno de 14 anos e com ênfase nos políticos corruptos e na formação das milícias no Rio de Janeiro mostra como o agora Coronel Nascimento enfrentará o outro lado do tráfico que nem ele mesmo acreditava que pudesse existir. Em suas épocas de morro, ele subia de fuzil e roupa preta, agora usa terno e sua arma é uma caneta. Mas uma coisa não muda “missão dada, parceiro, é missão cumprida”.

         
          O filme começa retratando os dias atuais do Rio de Janeiro com um Nascimento mais velho e completamente abatido saindo de um hospital, sendo perseguido e atacado por um carro repleto de bandidos, deixando o veiculo de nosso herói mais furado que um queijo suíço. Será chegou ao fim o legado de Nascimento???

          Corte para uma abertura com um mix de cenas do primeiro filme muito bem elaborado e a produção começa contando como é que tudo começou para se chegar na sequência inicial e mostra como começou a rebelião do complexo de Bangu I tendo a figura do bandido Beirada (Seu Jorge) como cabeça da bandidagem. Após muito sangue e vinganças cumpridas, o bandidão resolve negociar o fim da rebelião, mas exige que só terá negociação quando o professor e ativista dos direito humanos Fraga (Irandhir Santos) chegar. Pois bem, quando o avatar do deputado Marcelo Freixo chega (o personagem Fraga é inspirado na vida do deputado em questão) e a rebelião esta prestes a acabar, o agora Capitão Mathias (André Ramiro) liderando a equipe de campo na invasão do complexo e totalmente diferente do bobão que conhecemos no filme anterior acaba descumprindo uma ordem direta do Governador Gelino (Julio Adrião) que lhe foi repassada por Nascimento e encerra a rebelião deixando uma “azeitona” no meio da testa de Beirada.

          Esse é o ponto de partida para uma série de encontros e desencontros do filme e que levam o Coronel Nascimento a se tornar subsecretário de segurança pública e o Capitão Mathias a expulso do BOPE e indo parar em seu antigo quartel que é comandado pelo ex-02, o agora Comandante Fábio (Milhem Cortaz).

Lembram que nesse mesmo quartel tinha um sargento que ninguém sabia o nome, mas que ficou conhecido pela frase “pra você rir, tem que fazer rir”? Pois bem, ele agora tem nome, subiu de patente e tem papel de destaque no filme. Se trata do Capitão Rocha (Sandro Rocha) que em conjunto com o apresentador e deputado Fortunato (André Mattos) montam e desenvolvem toda a estrutura da milícia carioca, mostrando toda a integração entre políticos, policiais e ex-policiais corruptos que vem a ser o carro chefe do filme.


          Agora paro por aqui, pois falar mais do que isso seria sacanagem com quem ainda não viu o filme, mas podem ter certeza que tudo o que falei aqui não representa praticamente nada dentro dos 116 minutos desse ótimo filme que não teve participação ativa nas premiações internacionais, mas recebeu 17 indicações e ganhou em 9 delas no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro  2011.

          Além de ter se tornado o filme nacional com maior número de espectadores em todos os tempos ultrapassando os 11 milhões de pessoas, o filme ainda conta com uma série de curiosidades como a citação de vários eventos reais as sociedade carioca e algumas participações especiais que passam quase que despercebidas como as do cantor Dudu Nobre (que eu sinceramente ainda não encontrei, mas falaram que tem.kkkkk) e de Rodrigo Pimentel (ex-capitão do BOPE e inspiração do personagem do filme) na cena em que Nascimento é aplaudido de pé dentro de um restaurante (ele fica bem destacado no lado direito da tela, quando Nascimento é reconhecido).

          Com Wagner Moura um degrau acima de todos os outros nos dois filmes, tenho que destacar as excelentes atuações de André Mattos, Irandhir Santos e principalmente para Milhem Cortaz que com os bordões “tá de pombagirice” ou “quer me fuder me beija” marcou o lado comédia da história. Em contrapartida as atuações de André Ramiro e Pedro Van-Held que interpreta o filho de Nascimento são sofríveis de se assistir, com o primeiro se salvando em pouquíssimos momentos.

          Assistam ao trailer abaixo e vocês podem ter um gostinho de tudo que falei e muito mais.


          Contudo, dessa vez todos demos sorte e encontrei o vídeo na integra disponível. Assim, se tiverem tempo e interesse para assistir o filme completo agora mesmo, é só clicar aqui embaixo e aproveitar.


Receita adicionada por Gourmet.

 

quinta-feira, 7 de abril de 2011

“Muita calma nessa hora”, O Jabá interminável do cinema nacional e... Viva Bob Marley!!!




Vamos falar desse filme brazuca que arrebentou nas bilheterias. Nada de sinopse, nem nada disso. Eu não sou nenhum José Wilker, nem pretendo ser. Vamos falar sobre alguns pontos que eu observei nesse filme.
            Amigo, como eu disse no título, é impressionante a quantidade de “Jabá” quando o filme é “Made in Brazil”. Eu não sou lá de assistir muitos filmes estrangeiros (que não sejam de Hollywood), mas pelo que eu vi o cinema tupiniquim ganha de goleada nesse quesito. Era tanta propaganda, patrocínio etc., que eu esqueci qual era o filme que eu fui assistir. É sério!
            A propaganda não é nada enganosa quando diz no pôster: “Os Craques do humor nacional”. Realmente, a nata do humor brasileiro se faz presente e a Gianne Albertonni, que como atriz, é uma ótima modelo. Na minha opinião, sou mais a morena Tita, vivida por Andréia Horta. Fernanda Souza (Aninha, ou seria “Soninha”?), a nossa eterna “Chiquita” crescida, foi muito bem também. A cena com Sergio Mallandro é sensacional. Mas, sem sombra de Dúvida, Marcelo Adnet, que fez uma participação de mais ou menos uns 3 minutos, Roubou a cena! O Cara interpreta um paulistano, ou uma sátira de um, com uma perfeição que, meu amigo, Valeu o filme!!!
            O filme no geral dá uma idéia tipo “American Pie 2”, Só que ao invés de uns amigos, são amigas. Numa idéia de curtir umas férias numa cidade de praia(cenário maneiro hein?!) a história é legal, foge do padrão “Malhação” que muita gente pensou que fosse. Reúne feras do humor nacional, mesmo que por pouco tempo, como: Lucio Mauro Pai e Filho, Leandro Hassun, Nelson Freitas Jr., A galera do “Hermes e Renato”, Maria Clara Gueiros, Bruno Mazzeo numa participação extremamente malandra, que só serviu pra dar uns amassos na Ellen Roche,  e entre outros grandes nomes do humor.
Ps: Bruno Mazzeo é roterista do filme. Que safadinho, hein!!!.
            
Agora vamos falar do outro ponto, não menos interessante...


  Na mesma semana que assisti o “Muita Calma Nessa Hora”, assisti também: “Simplesmente Complicado” e “Divã”. E vi Meryl Streep, Alec Baldwin, Steve Martin, Lilia Cabral, Reynaldo Gianecchini, o pessoal aí em cima e outros depois no filme, praticamente todo elenco... todo mundo fazendo uma... como posso dizer???  “Homenagem à Bob Marley”. Cara, todo mundo fumando a Cannabis***!!! Elenco que ainda tem uma hippie(Debora Lamm)  com sua inseparável samambaia e um surfista (Dudu Azevedo). Qualquer semelhança ou estereótipo é mera coincidência.
Eu não estou aqui pra fazer apologia, ou julgar nada. Cada um sabe o que é melhor pra si. Mas chega ser engraçado ver a mesma mídia que patrocina, divulga e exibe todos esses filmes fazer propaganda contra as drogas.
Mas, enfim... “Viva Bob Marley!!!”


***: Amigo, você realmente não entendeu o que é Cannabis?! Sério?! 



Receita adicionada por Mestre Cuca